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E vão três: Finlandês Olli Rehn também desiste da votação para o FMI

Na segunda ronda de votações, os líderes europeus voltaram a não chegar a um consenso. Estão agora em cima da mesa apenas dois nomes: Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial.

E vão três: Finlandês Olli Rehn também desiste da votação para o FMI

Há mais um impasse na escolha do próximo líder para o Fundo Monetário Internacional (FMI): o finlandês Olli Rehn também desistiu da votação para o FMI. São já três os desistentes, num tiro de partida que foi dado pelo ministro português Mário Centeno, a quem se seguiu a ministra espanhola Nadia Calviño.

A segunda ronda de votações, que está a decorrer esta sexta-feira, voltou a terminar sem consenso, o que mostra que se mantém o impasse para escolher o próximo líder do FMI. Por esse motivo, o finlandês Olli Rehn decidiu retirar-se também desta fase do processo. 

A votação, feita por correio eletrónico, está a decorrer "segundo as regras europeias de maioria qualificada", que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

A decisão do governador do banco central finlandês, Olli Rehn, foi anunciada através da rede social Twitter, onde Rehn justifica a sua retirada para que se chegue a um "amplo consenso" para o candidato europeu que vai liderar o FMI.

Este foi, aliás, o mesmo motivo apontado pela espanhola Nadia Calviño: "Espanha está sempre disposta a promover o consenso entre os países da União Europeia para escolher uma candidatura comum à liderança do FMI. Assim, anunciamos que o Governo aposta por alcançar um acordo europeu, sem que a ministra de Economia, Nadia Calviño, participe na fase seguinte", disse. 

A votação para a designação do candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI começou cerca das 7:00 e está ainda a decorrer, com fontes do Ministério das Finanças francês a estimarem que ainda hoje seja possível conhecer o eleito entre os três nomes que permanecem na corrida.

Com a retirada das três candidaturas, os governos da União Europeia terão agora de escolher o seu candidato entre o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, e a búlgara Kristalina Georgievaatual 'número dois' do Banco Mundial.

Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

[Notícia atualizada às 14h35]

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