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Nadia Calviño retirou a sua candidatura ao FMI para facilitar consenso

A ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño, explicou que o Governo espanhol decidiu retirar a sua candidatura à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI) por não ter havido um consenso na primeira votação entre os países europeus.

Nadia Calviño retirou a sua candidatura ao FMI para facilitar consenso
Notícias ao Minuto

13:40 - 02/08/19 por Lusa

Economia FMI

"Após uma primeira votação, analisámos a situação e o presidente [Pedro Sánchez] decidiu que eu não participarei [nas restantes votações] para que possa haver o quanto antes um candidato único, um excelente candidato que mantenha a direção do FMI na Europa", esclareceu em conferência de imprensa em Madrid.

Nadia Calviño, que falava após a conclusão do Conselho de Ministros, disse ter sido "uma honra e uma satisfação" figurar, juntamente "com pessoas de inegável valia e trajetória reconhecida", na curta lista de candidatos europeus à liderança daquela organização.

A ministra reiterou que Espanha procura sempre contribuir a que se formem consensos e que, neste caso, a prioridade é que a União Europeia preserve o cargo de diretor-geral do FMI.

A votação para a designação do candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI começou cerca das 7h00 e está ainda a decorrer, com fontes do Ministério das Finanças francês a estimarem que ainda hoje seja possível conhecer o eleito entre os três nomes que permanecem na corrida.

Os Governos da União Europeia vão eleger entre o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial, depois de o ministro das Finanças português, Mário Centeno, e da ministra espanhola terem desistido da votação, em nome de um compromisso para um candidato comum entre os 28.

A votação, feita por correio eletrónico, está a decorrer "segundo as regras europeias de maioria qualificada", que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

"Podem ser organizadas várias fases de votação, se for necessário", precisou o ministério francês.

Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

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