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"Sucessor de Draghi deve ser como Draghi, criativo e bom diplomata"

Oliviar Blanchard, antigo economista-chefe do FMI, afirmou, em entrevista à Lusa, que o sucessor de Mario Draghi terá de ser criativo e bom diplomata, como o atual presidente, e garantiu que não é candidato à liderança do BCE.

"Sucessor de Draghi deve ser como Draghi, criativo e bom diplomata"
Notícias ao Minuto

07:14 - 20/06/19 por Lusa

Economia Oliviar Blanchard

"Acho que é necessário ser alguém como Mario Draghi, o que significa ser alguém que pense corretamente, que possa pensar com criatividade sobre o que pode ser feito, e que tenha um sentido político muito bom", afirmou Olivier Blanchard, em entrevista à Lusa, à margem do Fórum do Banco Central Europeu (BCE), que decorreu em Sintra esta semana e que terminou quarta-feira.

Questionado sobre o facto de reunir as características que fariam dele um bom candidato a sucessor do atual presidente do BCE, o antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) respondeu: "Não sou candidato e não serei designado [como sucessor de Mario Draghi]".

Relativamente às características que o sucessor do presidente da autoridade monetária da zona euro deve reunir, o economista francês, atualmente no Peterson Institute for International Economics, referiu que "é necessário que seja alguém capaz de criar consensos ou, pelo menos, conseguir uma tomada de decisões", porque existem pontos de vista muito diferentes na zona euro.

"Em geral, os alemães têm perspetivas diferentes dos franceses ou dos italianos", apontou, adiantando que isso faz com que se o sucessor de Draghi "não for um bom diplomata, até pode ter muito boas ideias, mas não conseguirá o que deseja".

Assim sendo, os principais traços do futuro presidente do BCE deverão ser, no entender do economista francês: "criatividade, pragmatismo e sentido político". "E não há muitas pessoas assim", lamentou.

Questionado sobre se Mario Draghi foi amigo de pequenos países do euro, como Portugal, ao longo dos oito anos do seu mandato, o antigo economista-chefe do FMI considerou que Draghi "foi um amigo da zona do euro, fez tudo o que pode", mas não trabalhou para um país em particular, e queria, sim, "o melhor possível para o euro".

"Não favoreceu Itália, apesar do facto de ser italiano. O seu objetivo foi garantir que a recuperação [da zona euro] fosse a mais forte possível. E todos os países beneficiaram disso", comentou o economista francês, à Lusa, acrescentando que, "certamente", a expressão proferida por Mario Draghi em julho de 2012, quando disse que faria "o que fosse preciso" para salvar o euro, "ajudou sobretudo os países em relação aos quais os mercados tinham dúvidas", como Portugal.

"Acho que ajudou Portugal, e por isso acho que deveriam agradecer-lhe", concluiu Olivier Blanchard.

A sexta edição do Fórum do BCE e último com Mario Draghi na liderança decorreu esta semana, em Sintra, e terminou na quarta-feira, sob o mote dos 20 anos da zona euro.

O evento reuniu governadores dos bancos centrais, académicos, decisores políticos e especialistas do mercado financeiro para trocar perspetivas sobre as principais questões de política monetária.

O mandato de Draghi termina em 31 de outubro e os nomes mais referidos para lhe suceder incluem o governador do Banco de França, François Villeroy de Galhau, o membro da Comissão Executiva do BCE, Benoît Coeuré, o governador do Banco da Finlândia, Olli Rehn, e o seu antecessor Erkki Liikanen, e o presidente do Bundesbank (o banco central alemão), Jens Weidmann.

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