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Passes sociais é eleitoralismo? "Se é bom para o país, é bom para mim"

O ministro das Finanças em entrevista, esta terça-feira, à SIC Notícias garantiu que "nunca em tão pouco tempo" o setor da Saúde contou com um "reforço tão significativo" das verbas. Já quanto aos aumentos na Função Pública passou a 'bola' ao "próximo governo". No que diz respeito à sua continuidade no cargo, nem uma palavra para já.

Passes sociais é eleitoralismo? "Se é bom para o país, é bom para mim"

No final de um dia que começou com a confirmação de um défice histórico, de 0,5%, o ministro Mário Centeno falou, na antena da SIC Notícias, de alguns temas que têm marcado a legislatura, nomeadamente as cativações nos setores da Saúde e Educação, mas também o anúncio recente de descida do preço dos passes sociais. 

Sem querer entrar em grandes euforias, o ministro salientou que o resultado alcançado "reflete politicamente o que o Governo implementou" e que constava "num programa muito escrutinado". Já "do ponto de vista económico, este resultado é dos portugueses, das empresas e dos trabalhadores. Portugal hoje e [em comparação com] há três anos, é muito melhor".

Mas "há um número que talvez tenhamos pouco presente", salientou o ministro das Finanças, referindo-se ao facto de "desde 2015" o rendimento das famílias ter aumentado "20%". À custa das cativações na Saúde, foi questionado. Ao que Centeno respondeu: "Do ponto de vista dos serviços públicos nunca em tão pouco tempo houve um reforço tão significativo das verbas na Saúde", vincando que até ao final da legislatura "1.300 milhões de euros vão estar colocados na saúde".

Ainda assim, o titular da pasta das Finanças avisou que as dificuldades e necessidades "vão continuar a existir". As "deficiências com que Portugal se defronta não vão ser resolvidas nesta legislatura", alertou Centeno, salientando que até agora a afetação setorial de verbas "foi criteriosamente destinada às áreas que mais necessitavam".

Insistindo - contrariando dados do INE - que houve mesmo "uma redução dos impostos e da carga fiscal" em 2018, e que o "desemprego é agora metade do registado em 2015", Mário Centeno não se comprometeu, porém, com aumentos na Função Pública, passando a 'bola' para o "próximo Governo".

"Temos uma verba (...). O que posso garantir é que o próximo Programa de Estabilidade é o primeiro em que os objetivos de médio prazo estão atingidos, isso dá uma capacidade para o país tomar decisões. [Mas quanto a aumento na Função Pública] é uma decisão do próximo governo saber o que vai fazer com a estabilidade que este Governo deixa", declarou.

Quanto aos passes sociais, o governante reiterou, na antena da SIC, que estamos perante "uma medida de um alcance económico, social e financeiro enormes", vincando que se "tudo o que é bom aparentemente é eleitoral, o que me parece uma leitura boa", então também "é bom" para o titular da pasta das Finanças. A verdade é que, explicou, "os resultados orçamentais eram muito positivos, não sei se isso também é eleitoral ou não", mas se for, "se é bom para o país é bom para mim também".

Não quer isso dizer que se mantenha no cargo. Questionado sobre o seu futuro e se pretende continuar ministro ou se tem outras ambições, Centeno atirou "lá para setembro" uma resposta. Até lá, há um programa de estabilidade e contas para apresentar ao país, lembrou.

E Portugal vai continuar a crescer? 

Sem querer comprometer-se com números, o ministro das Finanças assinalou que "infelizmente estamos num momento de grande incerteza", com guerras comerciais e o Brexit 'pendurado', mas que as "próximas semanas vão ajudar a projetar".

Ainda assim, admitiu que o impacto que neste momento o Governo prevê "é uma atualização relativamente aceitável, cerca de duas décimas (0,2%)", tendo em conta que, e apesar do cenário internacional, "os indicadores são positivos", nomeadamente no que diz respeito aos IRS e às contribuições sociais, que "estão a acelerar".

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