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"Portugal vai continuar a crescer e a crescer acima da média europeia"

A sete meses das legislativas, António Costa reforça, no arranque do debate quinzenal desta terça-feira, que "há boas razões para manter a confiança", mesmo que várias entidades apontem para uma desaceleração económica. Mais, garante o primeiro-ministro, o país está "preparado" para enfrentar uma conjuntura externa menos favorável.

"Portugal vai continuar a crescer e a crescer acima da média europeia"

Várias entidades têm revisto as previsões, mas o primeiro-ministro prefere salientar os aspetos positivos da economia portuguesa no arranque do debate quinzenal desta terça-feira. Apoiando-se, entre outros dados, na revisão em alta do rating de Portugal pela Standard & Poor's (S&P), António Costa afirmou mesmo que vamos "continuar a crescer acima da média europeia"

"Temos boas razões para manter a confiança", apontou no discurso que abriu o debate no Parlamento, justificando uma possível desaceleração com o facto de existirem ciclos económicos. Mesmo perante estes riscos, Costa reforçou: "Portugal vai continuar a crescer e a crescer acima da média europeia"

A palavra-chave deste discurso de abertura foi, aliás, confiança. Até porque o chefe do Governo diz que um dos "melhores indicadores" é a confiança demonstrada pelos empresários, por quererem investir em território português. 

Em jeito de balanço, o primeiro-ministro falou também sobre os indicadores económicos dos últimos três anos, até porque faltam cerca de sete meses para as eleições legislativas

"Este crescimento acima da média europeia não é fruto do acaso, acontece porque mudamos as políticas, porque sabemos que só existe sustentabilidade no crescimento económico com este esforço, não só equilibrado entre mercado interno e externo, mas acima de tudo de um crescimento inclusivo, que reduz a pobreza e as desigualdades", referiu António Costa, na Assembleia da República. 

Portugal está "mais bem preparado"?

António Costa considerou também que Portugal está "mais bem preparado para lidar com uma conjuntura externa menos favorável", num momento em que se levantam "receios sobre o ritmo de crescimento da economia portuguesa".

"Portugal está hoje melhor preparado para lidar com uma conjuntura externa menos favorável. Uma economia menos endividada, nas famílias, nas empresas e no Estado. Um setor financeiro finalmente capaz de cumprir o seu papel de captador de poupanças e alavanca para o investimento", afirmou Costa.

"[O país tem] menos dívida pública e menos dívida externa. Contas públicas equilibradas, o que permitirá reforçar a tendência de crescimento acelerado do investimento público. E crescente intenção de maior investimento empresarial", disse ainda António Costa, num debate centrado em temas económicos - "políticas económicas: balanço e perspetivas".

O primeiro-ministro concluiu o discurso dizendo que, "não obstante a conjuntura externa, os indicadores de atividade e clima económico estão hoje de novo em subida". Uma subida, acrescentou, "assente na realidade" em que "a economia portuguesa continua a crescer, a crescer acima da média europeia e a criar mais e melhor emprego".

A meio de um discurso de 11 páginas, recheado de números e estatísticas para tentar provar os resultados obtidos nos últimos quase quatro anos, Costa admitiu que, "nas últimas semanas, as principais instituições internacionais têm reduzido as previsões do ritmo de crescimento da economia mundial, em particular para a zona euro, levantando alguns receios sobre o ritmo de crescimento da economia portuguesa".

Além disso, os dados da receita mostram, segundo alegou, "o continuado ritmo de crescimento da economia portuguesa".

"Em janeiro e fevereiro, tanto a receita de IRS como as contribuições sociais cresceram acima de 7% face ao mês homólogo de 2018. A receita de IVA cresce a um ritmo de dois dígitos. E trata-se de impostos e taxas que não sofreram aumentos, sendo exclusivamente atribuível o crescimento da receita a mais emprego, mais rendimento e maior atividade na economia portuguesa", afirmou.

Outro fator a ter em conta, acrescentou, é o concurso do novo sistema de incentivos à inovação, que encerrou na sexta-feira, e que recebeu 1.155 candidaturas, com a previsão de investimento de 2.840 milhões de euros e criação de 16.250 postos de trabalho.

"Este é o maior investimento empresarial do PT2020, mostrando bem como o investimento se mantém como o principal motor da economia portuguesa, tanto mais que se trata de investimento inovador e, na sua grande maioria, protagonizado por Pequenas e Médias Empresas (PME's), disse.

E assim ficou provado, segundo afirmou o primeiro-ministro aos deputados, o "sucesso da reprogramação do PT 2020", programa de fundos europeus, que o Governo negociou com a Comissão Europeia, um 'dossier' do anterior ministro do Planeamento e das Infraestruturas e atual cabeça de lista do PS às europeias de maio, Pedro Marques.

O Governo tinha indicado que o tema do debate quinzenal de hoje na Assembleia da República seria as "políticas económicas: balanço e perspetivas". No sábado, o primeiro-ministro disse ter a ambição de ver Portugal a crescer acima da União Europeia "pelo menos por uma década".

Os comentários de Costa surgiram depois de a agência de notação financeira S&P ter subido o rating de Portugal para dois níveis acima do grau de investimento especulativo, com perspetiva estável. A S&P passa assim a ter a mesma avaliação para a dívida soberana portuguesa que as agências Fitch e a DBRS, que também avaliam a dívida pública portuguesa em 'BBB' com perspetiva estável.

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