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Guerra comercial China/EUA assustou as bolsas e não tem fim à vista

Durante a cimeira do G20 na Argentina, no início de dezembro, os presidentes dos EUA e da China declararam uma trégua de 90 dias numa guerra comercial que dura há meses, assusta as bolsas mundiais e tem fim imprevisível.

Guerra comercial China/EUA assustou as bolsas e não tem fim à vista
Notícias ao Minuto

18:30 - 15/12/18 por Lusa

Economia 2018

A declaração de guerra foi feita por Donald Trump, em 2016, ainda era ele candidato à Presidência dos EUA, e em plena campanha eleitoral anunciou que iria impor taxas de 35% a 45% sobre as importações da China.

Nas primeiras semanas na Casa Branca, Trump usou a rede social Twitter para reforçar as suas intenções de conflito comercial com a China, mas um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, no início de 2017 trouxe algum sinal de entendimento, com promessas de que as empresas americanas teriam melhores acesso aos mercados chineses nas áreas da agricultura, energia e mercados financeiros, enquanto a China manteria preservar as existentes condições fiscais para as suas exportações.

2018 foi o ano da escalada de tensões, com a agência norte-americana responsável pelos negócios (USTR) a ser autorizada pela Casa Branca a investigar cada caso de importações chinesas e a apresentar uma queixa contra a China junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) por práticas de licenciamento discriminatórias.

Em março, os EUA colocaram taxas de 25% sobre todas as importações de aço e 10% sobre as importações de alumínio, permitindo algumas exceções, que nunca incluíram a China.

A resposta da China não tardou e um mês mais tarde, no dia 2 de abril, impôs taxas de 15% a 25% em 128 produtos exportados dos EUA (com um valor de mais cerca de três mil milhões de euros), incluindo fruta, vinhos, carnes e alumínio reciclado.

No dia 3 de abril, os EUA retaliaram divulgando uma lista de 1,334 produtos chineses (no valor de cerca de 50 mil milhões de euros) que teria uma taxa de importação de 25%, para, no dia seguinte, a China responder com um reforço da lista de produtos norte-americanos com impostos adicionais.

Em maio, a guerra estava no auge e responsáveis diplomáticos dos dois países começaram a tentar atenuar os efeitos, com as bolsas de mercados nervosas e com as empresas norte-americanas a mostrar o desconforto com a situação.

A partir daí, o conflito comercial EUA/China torna-se uma verdadeira montanha russa, com avanços e recuos, às vezes no espaço de horas, refletindo decisões que eram revertidas assim que eram anunciadas, por causa de imediatas retaliações.

No Twitter e em conferências de imprensa inflamadas, Donald Trump queixava-se da falta de equilíbrio nas relações comerciais com a China, dizendo que os empresários e agricultores norte-americanos eram vítimas de desleixo de anteriores administrações dos EUA.

O Presidente Xi Jinping respondia com a apresentação de ambiciosos planos de expansão comercial (a nova "rota da seda" -- a iniciativa "road and belt"), tentando contornar as dificuldades alfandegárias norte-americanas com a procura de novos mercados.

A OMC assistiu impotente a esta crise política, económica e diplomática, com vários países a reclamar uma redefinição das regras da organização, para a tornar mais eficaz na resolução dos problemas apontados por China e EUA.

Na Europa, a Comissão Europeia olhou com atenção esta guerra comercial, sendo igualmente envolvida em conflitos de interesses com os EUA, que também prometeram renegociar acordos alfandegários com o espaço comunitário.

Mas enquanto a Europa, em 2018, usou a OMC para tentar regular a nova ordem mundial económica, a administração Trump correu numa pista isolada, aumentando sanções e taxas, mesmo junto dos países aliados.

Em setembro, a China declarou as negociações comerciais com os EUA encerradas, percebendo que Donald Trump entrava em campanha para as eleições intercalares e utilizaria a guerra comercial como arma política.

O resumo das negociações aconteceria no final de outubro, antecipando um momento de acalmia que preparou a conversa que Trump e Xi tiveram em Buenos Aires, em dezembro, à margem da cimeira do G20, onde os dois líderes posaram sorridentes para a fotografia e prometeram uma trégua de 90 dias, até março.

A pausa foi justificada como forma de encontrar solução para um impasse, mas as declarações desencontradas do governo chinês e do norte-americano deixam antever pouca esperança para um clima de entendimento a curto prazo.

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