A UEFA confirmou, esta quinta-feira, que o jogo entre Bélgica e Suécia, realizado na segunda-feira e que foi cancelado devido ao ataque em Bruxelas, não será retomado, ficando selado o empate (1-1) que imperava no marcador ao intervalo.
"Para tomar a referida decisão, o Comité Executivo tomou conhecimento da impossibilidade de disputar o resto do jogo no dia seguinte; tanto a Real Federação Belga de Futebol como a Federação Sueca de Futebol, dadas as circunstâncias, manifestaram explicitamente o seu desejo de não jogar o tempo restante do jogo e de considerar o resultado ao intervalo (1-1) como final; o resultado desta partida não tem impacto na qualificação do Grupo F, uma vez que a Bélgica já está matematicamente qualificada para a fase final do UEFA EURO 2024 (juntamente com a Áustria) e a Suécia está matematicamente eliminada", pode ler-se na nota oficial da UEFA, que prossegue.
"Os respectivos jogos não permitem a utilização de qualquer data na próxima janela internacional de Novembro, altura em que deverá ser concluída a fase preliminar de grupos da competição, a que se seguirá o sorteio do play-off e o sorteio da fase final", conclui a UEFA.
Recorde-se que os autores dos golos foram Romelu Lukaku e Victor Gyokeres, avançado sueco do Sporting.
O ataque, que já foi reivindicado pelo Estado Islâmico, aconteceu em Bruxelas, a seis quilómetros do palco do jogo, e causou a morte de dois adeptos suecos. Os jogadores das duas seleções souberam do sucedido ao intervalo e recusaram voltar para dentro de campo.
A UEFA também reconheceu que não estavam reunidas "as condições de segurança", até porque o suspeito estava em fuga, e cancelou a partida, sendo que os adeptos apenas deixaram o estádio horas depois.
Abdeselam L, de 45 anos, acabou intercetado pelas autoridades, no dia seguinte, terça-feira, durante a operação policial de buscas iniciada após o ataque de segunda-feira à noite, no bairro de Molenbeek, em Bruxelas. A ministra do Interior belga, Annelies Verlinden, confirmou a morte e a recuperação da arma utilizada no crime.
O homem era um tunisino de 45 anos, cujo pedido de asilo tinha sido rejeitado em 2019. No entanto, terá continuado a viver ilegalmente na Bélgica, segundo o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo.
O homem já era conhecido pela polícia por tráfico de pessoas, residência ilegal e risco de segurança do Estado.
Em 2016, um serviço de segurança estrangeiro denunciou-o como um perfil radicalizado, pronto para lutar numa zona de conflito pela jihad, "mas isso fazia parte de dezenas de relatórios diários deste tipo", à data, explicou o ministro da Justiça, Vincent Van Quickenborne.
No seguimento da morte do atacante, a Bélgica reduziu o nível de alerta em Bruxelas, de quatro (máximo) para três.
[Notícia atualizada às 13h46]
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