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Manuel Fernandes e a fórmula para Uruguai: "Dominador e assumir riscos"

Portugal tem de mostrar "risco no último terço" para evitar repetir na segunda-feira a derrota do derradeiro duelo com o Uruguai (1-2), que ditou a 'queda' nos 'oitavos' do Mundial2018, frisa o futebolista internacional luso Manuel Fernandes.

Manuel Fernandes e a fórmula para Uruguai: "Dominador e assumir riscos"
Notícias ao Minuto

08:55 - 27/11/22 por Lusa

Desporto Mundial 2022

"Penso que Portugal tem de ser como foi naquela última meia hora: mais dominador e a assumir riscos no último terço, pois temos atletas com essa qualidade, tais como [João] Félix, [Rafael] Leão, Bruno [Fernandes] e Bernardo [Silva]. Senão, será um bocado como a primeira parte contra o Gana, na qual houve bastante posse de bola, mas não se criou nada de importante", contextualizou à agência Lusa o médio dos iranianos do Sepahan.

Portugal encara o Uruguai na segunda-feira, a partir das 22:00 locais (19:00 em Lisboa), em Lusail, no Qatar, no encontro de conclusão da segunda jornada do Mundial2022, que vai ser arbitrado pelo iraniano Alireza Faghani e começa seis horas depois do outro jogo do Grupo H, entre a Coreia do Sul, orientada por Paulo Bento, e o Gana, em Al Rayyan.

Os lusos lideram a 'poule', com três pontos, depois de terem derrotado na quinta-feira o Gana (3-2), quarto e último colocado, ainda a zero, enquanto Uruguai e Coreia de Sul repartem o segundo lugar, que também dará acesso aos oitavos de final, com um ponto.

Uma vitória colocará Portugal pela quinta vez, e segunda seguida, na fase a eliminar do maior torneio de seleções, superando, desde já, as campanhas em 1986, 2002 e 2014 e igualando, no mínimo, as prestações de 2010 e 2018, ambas culminadas nos 'oitavos'.

"Temos de ter muito cuidado nas bolas paradas, pois eles são bastante fortes nisso. Se tivermos o controlo do jogo, há que olhar para o espaço nas costas, já que o ponto mais forte do [ex-benfiquista] Darwin Núñez é ser muito rápido, coisa que o Uruguai não tinha em 2018. [Edinson] Cavani e [Luis] Suárez nunca foram jogadores de procurar espaços com tanta frequência", notou, acerca da seleção dos sportinguistas Sebastián Coates e Manuel Ugarte, que é liderada por Diego Alonso, sucessor do histórico Óscar Tabárez.

Manuel Fernandes, de 36 anos, foi suplente utilizado nesse embate realizado na cidade russa de Sochi, onde um 'bis' de Cavani, aos sete e 62 minutos, bastou para eliminar o então campeão europeu do Mundial2018, que ainda repôs o empate por Pepe, aos 55.

"Penso que [esse resultado] não entrará [agora no subconsciente], uma vez que todos os jogadores estão quatro anos mais velhos. Se alguns ganharam mais experiência, outros também perderam a nível físico, como Cavani, Suárez ou o próprio [Cristiano] Ronaldo, sendo que acabam por ser seleções um pouco diferentes. Portugal é superior, mas acho que ainda não encontrou o estilo de jogo que realmente lhe poderá ser mais benéfico, ao passo que o Uruguai se sente muito confortável naquela maneira de jogar", estabeleceu.

Opção de Fernando Santos para render João Mário aos 85 minutos, o então médio dos russos do Lokomotiv Moscovo (2014-2019) preparava-se aos 32 anos para a despedida da seleção lusa, que representou desde 2005, com 15 internacionalizações e três golos.

"Começámos a perder relativamente cedo e o Uruguai automaticamente baixou linhas e deu-nos o controlo, algo que pode ter dado a sensação de um jogo mais conseguido da nossa parte. Empatámos num canto, mas sofremos logo o 2-1 em contra-ataque. Só deu Portugal na última meia hora, mas foi totalmente consentido pelos uruguaios", lembrou o atleta do Sepahan - treinado por José Morais -, que despontou pelo Benfica (2004-2007).

Portugal chegou aos 'oitavos' como vice-líder do Grupo B, com cinco pontos, resultantes de empates face à Espanha (3-3), com três golos de Cristiano Ronaldo, e ao Irão (1-1), orientado por Carlos Queiroz, e do êxito sobre Marrocos (1-0), também selado por 'CR7'.

"Se fosse escolher um jogo nosso mais bem conseguido, diria o da Espanha, porque foi mais taco a taco. Já o duelo com o Uruguai foi condicionado pelo resultado. Claramente, fizemos meia hora muito boa, mas, se formos a ver o jogo com calma e as coisas como devem ser, não criámos nenhuma situação de perigo realmente importante", lamentou.

Com passagens nos espanhóis do Valência (2007-2011) e nos turcos do Besiktas (2011-2014), Manuel Fernandes assume como "um mal menor" a igualdade lograda num "bom jogo" frente à 'roja', graças a um golo de livre direto do capitão nacional aos 88 minutos.

"Se houvesse justiça, não teríamos vencido Marrocos. Para mim, foi a melhor equipa do grupo. Depois, tivemos mais dificuldades do que deveríamos contra o Irão. Começámos com um golo de Ricardo Quaresma, mas Cristiano Ronaldo falhou um penálti [depois do intervalo]. Ao não fazer o 2-0, os iranianos foram acreditando que poderiam passar e, na parte final, o Mehdi Taremi rematou à malha lateral. Se fizesse o golo, éramos afastados na fase de grupos", contou.

No plano pessoal, o médio coloca essa estreia em fases finais como "um dos momentos mais importantes da carreira", apesar de "quase não ter jogado", por entre 11 troféus e presenças numa edição do Mundial de sub-17 (2003) e em dois Europeus de sub-21 (2006 e 2007).

"Foi especial. Nunca tinha estado numa prova internacional com a seleção 'AA' por uma ou outra razão. Certamente, também terei grande culpa no cartório. O mais natural seria estar a aproximar-me agora do final da carreira e ter [participações em] dois Mundiais e dois Europeus. É o que têm alguns jogadores da minha geração ou até mais", concluiu.

Leia Também: "11 contra 11, Uruguai pode bater Portugal. Mas se olharmos para tudo..."

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