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Alcochete? "Quem alterou a hora do treino foi o Jorge Jesus"

Ex-presidente do Sporting esteve na TVI a falar sobre o seu mais recente livro, 'Sem Filtro'.

Alcochete? "Quem alterou a hora do treino foi o Jorge Jesus"

Bruno de Carvalho lançou o seu primeiro livro designado 'Sem Filtro'. Esta sexta-feira, o ex-presidente do Sporting marcou presença na TVI para falar da obra, onde coloca os seus cinco anos e meio de presidência em mais de 150 páginas.

O antigo líder leonino colocou a nú vários temas como a saída de Jorge Jesus, a relação com Varandas, negociações de jogadores, o ataque a Alcochete, entre outras tantas coisas.

Tem saudades do futebol? "Neste momento não. Vejo jogos, mas não tenho saudades do mundo do futebol. Não me arrependo de ter cumprindo um sonho, que acho que cumpri bem. Ficarão para sempre gravados estes cinco anos e meio."

Sente angústia por voltar a ser detido? "Tenho é vontade que se faça justiça o mais depressa possível. E o fazer-se justiça é eu deixar de estar ligado a este crime hediondo. Já se passou noutros clubes, mas estes acontecimentos têm de ser erradicados do futebol."

Como será recordado como presidente do Sporting?: "Acho que Alcochete já teve tempo suficiente de antena. O caso está na justiça. Está aí tudo no livro e acho que as pessoas o devem ler. Fui o presidente que tirou o Sporting da falência, que construiu um pavilhão, que fez o maior contrato de sempre de direitos televisivos em Portugal. Fui o presidente que fez as maiores vendas do Sporting Clube de Portugal, que fez a maior venda de sempre de um jogador português para fora".

Não ganhou um título...: "O ano passado fizemos o maior investimento de sempre no futebol, cerca de 100 milhões de euros. Tínhamos uma grande exigência de atingir o título. O equipamento com o simbolismo do logo antigo, significava exatamente isso. A partir de janeiro deixei de acreditar."

Porque não despediu Jesus: "Porque estamos a falar de 9 milhões de euros. Já pouco havia para fazer. Tentei aproximar jogadores e treinadores. Foi isso que eu tentei. Jorge Jesus era o líder do balneário e um líder tem de saber movimentar as suas tropas. Não podemos caminhas com objetivos incertos e o objetivo que tínhamos era ser campeões.

Os jogadores diziam que não era com este treinador que iam ser campeões?: "Também aconteceu."

E eram os mesmos jogadores que diziam estar fartos de Bruno de Carvalho? "Talvez, alguns. Mas repare comigo foram preciso cinco anos para se fartarem, outros só precisam de seis meses para se fartarem do presidente."

Voltar à presidência? "Nunca digo nunca, mas não está nos meus planos. Os sportinguistas escolheram um presidente e agora neste momento é preciso união".

Jesus exigiu renovar no final da 1.ª temporada, 15 minutos antes do jogo com o Sp. Braga: "Vou explicar. Estávamos com possibilidades de ser campeões. Em segundo lugar, eu tinha uma crença muito grande em Jorge Jesus. Hoje sou um completo descrente em Jorge Jesus. 

Jesus ameaçou que ia para o FC Porto?: "As pessoas têm de ler o livro. Esta é uma das histórias e é uma realidade. O Jesus disse-me que ou renovava ou ia para o FC Porto."

Não ficou tentado em ligar a Pinto da Costa?: "Na altura não tínhamos contacto, e é pena. Foi uma chantagem? As pessoas façam as suas ilações a um pedido destes a 15 minutos de ir para um jogo importante".

Como foi gerir um mal-estar com o treinador: "Tentei conversar sempre de forma honesta e frontal. Sempre fui aberto, claro, direto e Jorge Jesus não foi. Era um bom treinador, mas falhava nas relações humanas."

Críticas do jogo de Madrid: "Já vi inúmeros presidentes a fazer isto. Já ouvi presidentes dos clubes rivais a fazer as mesmas afirmações. Já ouvi dizer um presidente do Sporting que o plantel não tinha qualidade nenhuma. A partir daí foram seis vitórias e uma união com o treinador muito grande."

Criou uma personagem para presidente?: "Claro. Tinham de haver títulos, mas eu nunca fui treinador do Sporting. Gostava de ter tido um treinador que me tivesse dado essa alegria. Enquanto líder tenho de dizer que sou 100% responsável por não haver títulos."

Jogo em Alvalade com dificuldades físicas, fotografia foi exposta: "Não sei quem tirou. Mas nesse enfiamento estava o Frederico Varandas..."

Alcochete, quem alterou hora do treino: "Foi Jorge Jesus. Em primeiro lugar não sei o que isso interessava. Isso tanto aconteceria se fosse às 10h, às 14h, às 15h ou às 16h. Eu percebi o pedido do Jorge. Se lhe acabei de dizer 'amanhã de manhã vamos reunir de manhã', e ele me pergunta se treinava a equipa até ao final da Taça... Na cabeça do Jesus, o que se passou foi: ' se vamos reunir de manhã, o treino terá de ser à tarde'."

Chegada à Academia: "Não tinha noção do que se passava. Estava numa reunião com a Comissão Executiva sobre o Cashball. Acho estranho ninguém me ter dito nada. Vi o Jesus e o William Carvalho a falar com o Fernando Mendes. Só me apercebi quando entrei no balneário e vi aquele fumo tudo. Tivemos uma série de tempo a falar [com Jorge Jesus] para eu perceber o que se tinha passado."

Sentiu que os jogadores o culparam: "Sim. Quando estou a passar, o William sai da conversa onde estava com Fernando Mendes e diz-me 'Mas acha que já não sabíamos que vinham cá bater-nos? Que você os mandou vir-nos bater?".

William Carvalho: "No primeiro ano vi o William num treino. Perguntei quem era porque ninguém sabia. Eu disse 'quero este jogador do plantel' e ele acabou por dar o jogador que deu. Tenho pena que ele se esqueça desse passo. Tenho pena que ele se esqueça que poderia estar a jogar no Cercle Brugge. 

Rescisões: "Acho que foram um plano político. Primeiro apresenta um, depois outro, depois outro... isso foi para me desgastar. Foi a grande machadada, não tenho dúvidas."

Maior erro: "Foi em janeiro aperceber-me que tudo estava a dar para o torto e não despedir o treinador. Foi o meu grande erro de gestão."

Final da Taça de Portugal: "Nunca lá fui porque tínhamos um objetivo a cumprir e eu não queria ser um elemento perturbador. Que me perdoe o Desportivo das Aves, que ganhou com mérito, mesmo tendo acontecido Alcochete, o Sporting tinha obrigação de ganhar. Vi o jogo em casa, lembro-me do destroçado que fiquei após a exibição e o resultado. Não cabe na cabeça de ninguém perder com o Desportivo das Aves".

Marco Silva: "Devia ter sido despedido na pré-temporada, como digo no livro. Não me foi difícil perceber com quem estava a lidar. Viu aquilo que os adeptos do Watford fizeram [coreografia com cobras]? Não fui eu com certeza que mandei fazer... A minha opinião é, pelos vistos, partilhada por esses adeptos. Houve muita pressão para o Rojo não jogar e eu disse-lhe para ele o meter a jogar. Ele disse que sim e depois o Rojo não jogou".

Leonardo Jardim: "Tive muita pena de não ter dinheiro para o manter na sua segunda época".

[Notícia atualizada às 22h30]

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