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Um Duque que nasceu entre Alvalade e a Luz e que sonha... tornar-se Ás

Tiago Duque dividiu a formação entre Sporting e Benfica, esteve cinco anos ligado ao Belenenses e procura agora um novo desafio para uma carreira onde ambição é a palavra de ordem.

Um Duque que nasceu entre Alvalade e a Luz e que sonha... tornar-se Ás
Notícias ao Minuto

08:30 - 18/08/18 por Fábio Aguiar 

Desporto Exclusivo

Apesar da tenra idade, Tiago Duque já conta com um currículo recheado histórias para contar. Natural da Amora, no Seixal, cedo atravessou o Tejo para lutar pelo seu sonho. Com apenas 15 anos, deixou o Corroios e 'saltou' para o Sporting, onde jogou ao lado de nomes como Iuri Medeiros, Carlos Mané ou Eric Dier. Dois anos depois, então como júnior, regressou à margem sul para se fixar no Seixal ao serviço... do Benfica. Seguiram-se duas épocas de águia ao peito, juntamente com Bernardo Silva, João Cancelo ou Ivan Cavaleiro, até assinar com o Belenenses, clube ao qual esteve ligado até ao passado mês de julho. Hoje, com 24 anos, Duque está livre para abraçar um outro projeto que lhe permita manter o sonho de se tornar... um Ás.

"O objetivo quando rescindi com o Belenenses seria ficar por cá, recomeçar por baixo, ter um ano de crescimento para poder voltar a aparecer e ter uma oportunidade que pudesse agarrar. Mas sei que neste momento já é difícil e possivelmente o futuro passará pelo estrangeiro", começou por dizer o central, em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, fazendo um balanço da última época, dividida entre a Académica e os luxemburgueses do Titus Pétange.

"Em Coimbra aprendi como jogador porque treinei com jogadores que me ensinaram muito, como o João Real e o Zé Castro. Gostei de passar pela Académica. A nível pessoal gostei muito do clube, não joguei muito mas aprendi algumas coisas. É um clube que guardo com carinho, apesar de não ter tido grandes oportunidades. Espero que em breve consigam subir à Primeira Liga porque os adeptos merecem. Depois, em janeiro fui para o Luxemburgo com perspetivas elevadas. Pensei que seria uma boa experiência, num país muito bem situado na Europa, com um futebol muito forte à volta, mas as coisas não se desenrolaram nesse sentido. É um futebol semi-profissional e acabei talvez por perder daquilo que poderia ganhar se ficasse aqui", admite.

Notícias ao MinutoTiago Duque concedeu uma entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, onde recordou a formação dividida nos dois rivais de Lisboa. © Fábio Aguiar

Para trás ficou também uma ligação de cinco anos com o Belenenses, terminada com uma "certa mágoa". "Tenho que agradecer ao Belenenses ter-me permitido tornar-me jogador profissional. No entanto, fica alguma mágoa por nunca ter tido uma oportunidade nas pré-épocas, pois sentia que merecia pelos jogos que fiz e pela regularidade que fui demonstrando durante os tempos em que estava emprestado. Mas não guardo rancores nenhuns, é um excelente clube e desejo todas as felicidades", sublinhou o central, que nesse período foi cedido a Sintrense, Atlético, Olhanense e, claro, Académica.

A transferência do Sporting para o Benfica

Quando chegou a Alvalade, Tiago Duque encontrou uma equipa de juvenis do Sporting repleta de talentos. Mesmo assim, o jovem promissor conquistou o seu espaço e foi evoluindo. Contudo, em 2011, tudo mudou. "Informaram-me que não viam perspetivas de no futuro poder integrar a equipa principal e não colocaram entraves à minha saída. Foi aí que surgiu o convite do Benfica. Não hesitei em aceitar até porque vivia na margem sul e o Seixal era ali ao lado. No Benfica tive a oportunidade de trabalhar com grandes jogadores e grandes treinadores. Foi uma fase positiva para o meu crescimento, conheci muitas pessoas com quem ainda hoje mantenho amizade", recorda. 

Notícias ao MinutoDefesa natural da margem Sul representou a Académica na primeira metade da última época.© Académica

Bernardo, Cancelo, Cavaleiro e o craque 'desaparecido'

À semelhança do que sucedeu no reino do leão, nos encarnados Duque também alinhou ao lado de inúmeros craques que hoje em dia estão em grandes clubes europeus. Três deles são recordados com uma mão cheia de elogios. "O Cancelo deu nas vistas desde muito cedo, tinha uma vontade incrível e uma aptidão técnica fantástica. Só pensava em ganhar. O Bernardo, que o Guardiola disse recentemente que no Man. City era 'ele e mais 10', desde miúdo que demonstrou muita qualidade. Se calhar, para aquilo que o Benfica queria na formação, não era o ideal, pois era pequenino, baixinho, mas a qualidade técnica sempre a teve, tanto que hoje coloca-a em prática e ficamos deliciados com o que faz. Por fim, o Ivan Cavaleiro entrava sempre a 120%, era um jogador que dava tudo, o que tinha e o que não tinha", conta o defesa, revelando ainda alguma surpresa por ver dois antigos companheiros seguir caminhos diferentes daqueles que então prometiam. 

"O José Costa, por exemplo. Pensei que neste momento estivesse num patamar mais elevado. Tenho uma grande relação de amizade com ele e sei que ainda tem vontade de voltar. Espero que consiga chegar lá a cima. Também joguei com alguns centrais de qualidade, como o Fábio Cardoso. Acho que foi sub-aproveitado pelo Benfica. Outro exemplo de muita qualidade técnica era o Diego Lopes, que está no Rio Ave. Tinha uma qualidade muito acima da média. Era um grupo muito heterogéneo, com vontade, ambição e todos sem exceção me marcaram e me ensinaram algo", refere.

Notícias ao MinutoCentral teve a primeira experiência no estrangeiro na última temporada, no Luxemburgo, ao serviço do Titus Pétange.© Tiago Duque

Desejo de um futuro de estabilidade

Satisfeito com o passado, Tiago Duque só pensa agora no presente e, sobretudo, no futuro. "Gostava de encontrar um clube que me desse apoio durante dois ou três anos, onde me sentisse bem e em que pudesse voltar a ter oportunidade de jogar regularmente, para tentar chegar o mais acima possível. Olhando a longo prazo, por exemplo, a 10 anos, Duque é claro: "Gostava de estar tranquilo, com a minha família e feliz a jogar futebol." Como em qualquer jogo, seja Duque ou Ás, o verdadeiro trunfo pode chegar... no fim. 

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