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Obra 'Almada Negreiros, um percurso possível' por Lisboa apresentada hoje

A obra 'Almada Negreiros, um percurso possível', de Maria Augusta Maia, revista e ampliada, que assinala a presença deste artista em Lisboa, é apresentada hoje às 18:30, na Biblioteca da Imprensa Nacional.

Obra 'Almada Negreiros, um percurso possível' por Lisboa apresentada hoje
Notícias ao Minuto

07:17 - 21/09/17 por Lusa

Cultura Livro

José de Almada Negreiros (1893-1970) é uma "figura incontornável do movimento modernista português", que se destacou "tanto em termos estéticos como no enriquecimento do património arquitetónico da cidade de Lisboa, onde cresceu e viveu grande parte da sua vida", escreve a autora na introdução do ensaio, que reproduz várias obras do artista plástico e escritor, nomeadamente os seus autorretratos, incluindo um de 1925, num grupo de amigos.

São várias as manifestações de obra pública de Almada Negreiros, que desenvolveu ao longo de cinco décadas, e que "acompanharam o ritmo de desenvolvimento do panorama citadino com a sua visão e forma de expressão únicas", escreve Maria Augusta Maia.

"É através destes pressupostos que se procurou conceber uma reedição revista e ampliada --- e substanciada em edição bilingue (português/inglês) --- da obra homónima editada em 1993, pelo então [Instituto Português do Património Arquitetónico] IPPAR e pela [Imprensa Nacional-Casa da Moeda] INCM", que volta a chancelar esta reedição "atualizada por uma nova recolha e produção fotográfica, bem como pela inclusão de novos elementos alusivos a obras de homenagem a Almada, ajustando-a ao hiato temporal que separa ambas as edições e ampliando também o espetro do público abrangido por este guia".

A obra de Almada é apresentada pela autora no contexto artístico internacional e não surge individualizada no âmbito nacional dos "modernistas" nem da chamada "Geração Orpheu", da qual, entre outros, fizeram também parte Armando Côrtes-Rodrigues, Santa-Rita Pintor e Fernando Pessoa, que o próprio Almada retratou em duas telas.

A autora realça que Almada Negreiros, juntamente com outros modernistas, insurgiu-se "contra o snobismo decadentista, superficialmente intelectualizado".

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