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"A internet tem sido boa para mim. Colocou à disposição a minha obra"

Alceu Valença está em Portugal, onde vai dar dois concertos com a Orquestra Ouro Preto.

"A internet tem sido boa para mim. Colocou à disposição a minha obra"
Notícias ao Minuto

07:50 - 17/01/20 por Natacha Nunes Costa 

Cultura Alceu Valença

O cantautor brasileiro Alceu Valença, de 73 anos, está novamente em Portugal, onde vai dar dois concertos com a Orquestra Ouro Preto, num espetáculo intitulado ‘Valencianas II’.

Antes dos espetáculos, que acontecem a 20 de janeiro na Casa da Música, no Porto, e a 21 de janeiro, no Casino Estoril, o artista esteve à conversa com o Notícias ao Minuto.

Depois do sucesso de Valencianas I, em 2015, o músico sentiu necessidade de regressar aos palcos com um projeto muito semelhante. Algo que, assume, sente sempre que lança um álbum porque cada disco que faz “é o primeiro”, cada concerto que dá “é o primeiro”.

Apesar de já ter lançado mais de 30 álbuns e ter dado milhares de concertos, o compositor afiança que não sente o peso da responsabilidade. Faz é as coisas “com muito prazer” e de uma forma responsável para garantir qualidade em tudo.

Com quase 50 anos de carreira, não é fácil acompanhar as novas gerações e oferecer-lhes o que estas procuram. Mas Alceu parece não sentir dificuldades. É um êxito nas redes sociais e protagoniza dezenas de vídeos que se tornaram virais ao longo dos anos. O segredo? Diz que é a naturalidade.

“Acho que o segredo é não ter absolutamente nenhum segredo. Achar tudo natural. Por exemplo, tem vídeos meus que foram virais durante muito tempo e foram feitos de uma maneira natural. Inclusivamente, um deles foi feito na rua. Eu passava, chamaram-me e eu cantei. E o vídeo tornou-se viral. A internet tem sido muito boa para a minha carreira porque colocou na mão, na vista, colocou à disposição das pessoas a minha obra completa. Então hoje você vai encontrar ‘La Belle de Jour’ e ‘Girassol’ com 78 milhões de acessos. É muita gente. E eu não fiz absolutamente nada para isso. Foi de uma maneira normal”, explicou.

Antes de ser músico, Alceu estudou Direito e trabalhou em revistas e jornais. Mas nenhuma destas profissões deixou saudades. “A música para mim é muito mais prazerosa. Eu fiz até estágios quando estudei Direito. Estágio num escritório de advocacia e depois fiz estágio também em revistas e jornais, mas a música para mim dá-me mais satisfação e sou mais independente inclusive”, conta.

Mas este tão conceituado cantautor não vem só a Portugal para dar concertos. O músico brasileiro comprou uma casa em Lisboa onde gosta de “criar intimidade com a cidade”, de “subir e descer ladeiras, ir na Rua das Farinhas, passear pela Augusta, passear pela Rua das Flores”. Ao final do dia, “todos os dias”, garante que deu 10 mil passos.

E o que o fez apaixonar-se por Portugal? “É um país muito romântico. Gosto da língua, da sonoridade portuguesa. Gosto da arquitetura portuguesa, gosto da literatura portuguesa, do Eça de Queirós, do Fernando Pessoa. Gosto de estar numa boa e comer uma broa. Gosto de comer o bacalhau à Brás. Gosto de passear sem ter um objetivo mesmo, à toa pelas ruas de Lisboa. Adoro! Demais”, revela.

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