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Escola do Rock de Coura abre concerto dos Fucked Up no Primavera Sound

Um "grupo de 40 ou 50 miúdos" da Escola do Rock de Paredes de Coura vai abrir hoje o concerto dos canadianos Fucked Up no Primavera Sound, revelou a banda 'punk' à agência Lusa.

Escola do Rock de Coura abre concerto dos Fucked Up no Primavera Sound
Notícias ao Minuto

22:05 - 07/06/19 por Lusa

Cultura Porto

Numa entrevista à Lusa, Josh Zucker contou que receberam "há uns meses" um vídeo das duas 'covers' de músicas da banda, pela Escola criada em 2014, pela Câmara de Paredes de Coura e por 'veteranos' de festivais, e que já abriu a 25.ª edição do Paredes de Coura e atuou no Serralves em Festa e em salas como o Hard Club e Teatro Rivoli, entre outras.

"Era um vídeo de uns 40 ou 50 miúdos num campo de rock no Norte de Portugal, a fazer 'covers' das nossas músicas, com guitarristas, violinistas, bateristas, uma banda completa. Fizeram um trabalho excecional, e estamos muito ansiosos. (...) Vão abrir o nosso concerto, o que é uma grande honra para nós", afirmou o guitarrista à Lusa.

As duas partes seguiram em contacto e os canadianos, que vêm a Portugal apresentar 'Dose Your Dreams' (2018), convidaram os jovens para arrancar o concerto no segundo dia do NOS Primavera Sound, agendado para as 22:15.

Apesar de este não ser "um sinal de que o punk não está morto", porque há "muito melhores exemplos" do que Fucked Up, disse Zucker, este é um momento "elogiador", pela forma como "criaram partituras de música punk de três acordes, com uma banda completa que explora não só a superfície mas também outras camadas".

"Por outro lado, não é bom que miúdos gostem de nós, porque vão gostar de nós um ano e depois odiar-nos para o resto da vida, que é o que deve acontecer nessa idade", brincou Mike Haliechuk, em declarações à Lusa.

Sobre o concerto de hoje, Haliechuk confessou não ter "nenhuma memória" da atuação de há quatro anos, mas a nova 'onda' do grupo, em que Damian Abraham perdeu protagonismo para dar lugar a "mais vozes", mantém "a mesma energia ao vivo" em relação aos últimos álbuns, mais crus como "Glass Boys", de 2014.

"Ao vivo é semelhante. Num clube mais fechado, poderíamos ter momentos mais intimistas, mas aqui tentamos traduzir as músicas novas para a energia de sempre. É o mesmo sentimento", explica Mike à Lusa.

A Escola do Rock - Paredes de Coura foi lançada pela Câmara local, em 2014. No ano seguinte, a iniciativa foi distinguida com o Prémio UM-Cidades, atribuído pela Universidade do Minho.

Num dia em que o britânico Mura Masa viu o seu concerto cancelado por não conseguir viajar para o Porto, devido à avaria mecânica no radar do Porto, que limitou o controlo de voos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os primeiros em palco foram o 'rapper' português ProfJam e a também portuguesa Surma, pelas 17h00.

A neo-zelandesa Aldous Harding abriu o palco principal no segundo de três dias, onde arrancou pelas 19:50 o concerto de um dos cabeças de cartaz de hoje, Courtney Barnett, a apresentar o mais recente disco, 'Tell Me How You Really Feel' (2018).

Antes, já tinham atuado grupos como Jambinai, Lisabô, Nilüfer Yanya ou Nubya García, num dia que terá ainda as atuações de Interpol, Fucked Up, J Balvin ou James Blake.

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