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Philippe Vergne é o novo diretor do Museu de Arte Contemporânea

O curador francês Philippe Vergne foi nomeado diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, assumindo o cargo em abril, anunciou hoje o conselho de administração da fundação.

Philippe Vergne é o novo diretor do Museu de Arte Contemporânea
Notícias ao Minuto

14:33 - 27/02/19 por Lusa

Cultura Serralves

"Com uma sólida carreira, desde sempre ligada à arte contemporânea, Philippe Vergne liderou algumas das mais prestigiadas instituições de arte dos Estados Unidos e da Europa", refere a Fundação de Serralves em comunicado.

Philippe Vergne, que deixará em março o cargo de diretor do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles, foi nomeado num "processo de seleção internacional, com entrevistas a candidatos de várias partes do mundo", ocupando o lugar assumido anteriormente por João Ribas.

O curador francês "traz uma visão artística sólida e inspiradora não só para o Museu e para a Coleção, mas também para o extraordinário património da Fundação de Serralves e do seu parque histórico", justifica a fundação.

João Ribas, anterior diretor do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, apresentou demissão em setembro passado, na sequência de uma polémica em torno de uma exposição de fotografia de Robert Mapplethorpe.

No comunicado de hoje, a presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, explica que a escolha de Philippe Vergne "abre um novo e significativo capítulo para Serralves, no excecional momento" em que se celebram os 30 anos da criação da instituição.

"É uma honra fazer parte de um museu cujo compromisso para com a comunidade artística internacional, nas suas várias disciplinas, é contínuo e rigoroso mantendo, ao mesmo tempo, os mais elevados padrões", afirmou Philippe Vergne, citado no mesmo comunicado do anúncio da sua nomeação.

Philippe Vergne chegará a Serralves depois de o Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (MOCA), nos Estados Unidos, não lhe ter renovado contrato, que termina em março. A decisão surgiu depois de Vergne ter demitido a curadora principal Helen Molesworth, tendo dado origem a muita especulação.

Antes de dirigir o MOCA, Vergne foi diretor do Dia Art Foundation de Nova Iorque e diretor adjunto e curador principal do Walker Art Center, em Minneapolis, ambos nos Estados Unidos. Na Europa, foi o primeiro director do Museu de Arte Contemporânea de Marseille, em França.

Vergne foi escolhido num processo de seleção que decorreu pelo menos desde dezembro passado.

A 06 de dezembro, e após a reunião anual do Conselho de Fundadores de Serralves, Rui Moreira, a representar a Câmara Municipal do Porto naquele encontro, avançou que o processo de seleção de um novo diretor artístico para o Museu de Arte Contemporânea de Serralves estava em curso.

Quando se demitiu em setembro, João Ribas alegou "violação continuada" da sua "autonomia técnica e artística", defendendo que "nenhuma direção artística deve ser alvo de sistemáticas ingerências".

Dias depois, numa conferência de imprensa em Serralves, Ana Pinho negava que tivesse existido censura na escolha das obras para a exposição de Mapplethorpe, asseverando que o conselho de administração nunca mandou retirar obras daquela mostra.

"Em Serralves não há, nem nunca houve censura, nem nunca sob a nossa responsabilidade haverá censura. Mas também não haverá complacência com a falta de verdade, nem fuga às responsabilidades", declarou Ana Pinho.

João Ribas vai comissariar a representação oficial de Portugal na Bienal de Arte de Veneza deste ano.

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