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Presépio dos Marqueses de Belas restaurado exposto ao público

A sala que acolhe o Presépio dos Marqueses de Belas restaurado será inaugurada na sexta-feira, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, e o público poderá visitá-lo a partir de sábado, anunciou hoje a entidade.

Presépio dos Marqueses de Belas restaurado exposto ao público
Notícias ao Minuto

16:30 - 10/12/18 por Lusa

Cultura MNAA

A nova sala, com inauguração anunciada para sexta-feira, às 18h00, irá acolher o maior dos presépios da coleção do museu e dará também acesso à Capela das Albertas.

Contactada pela agência Lusa, fonte da comunicação do museu indicou que "todas as peças do presépio foram restauradas", as principais estarão já montadas, e as restantes estão ainda a ser colocadas, mas poderão ser vistas em vitrinas.

O museu estima que o Presépio dos Marqueses de Belas, uma obra dirigida no final do século XVIII pelo escultor Joaquim José de Barros - conhecido por Barros Laborão - esteja totalmente montado até ao Dia de Reis, 06 de janeiro de 2019.

O restauro das peças foi possível através de uma campanha pública de angariação de donativos iniciada em abril, e que obteve os 40 mil euros necessários em outubro deste ano.

A campanha faz parte de um programa mais vasto de recuperação que inclui a chamada Capela das Albertas, "joia" do período Barroco português.

O presépio foi adquirido em 1937 por José de Figueiredo, primeiro diretor do MNAA, à marquesa de Pombal, descendente de quem o encomendou, o empresário José Joaquim de Castro, um colecionador de Lisboa.

Ficou conhecido como Presépio dos Marqueses de Belas, embora o seu nome tenha surgido de um equívoco, de histórias que se vão repetindo e que os historiadores nunca conseguiram confirmar, pois não foram encontrados documentos, segundo Maria João Vilhena, conservadora de escultura do MNAA.

De acordo com os especialistas do museu, durante muito tempo quem viu o presépio dizia que num dos grupos das figuras tinham sido representados os marqueses de Belas, que eram mecenas de Barros Laborão.

Trata-se de uma obra de transição, com caraterísticas ainda do século XVIII, mas com alguns apontamentos modernos, sendo o maior de todos os presépios da coleção do MNAA, e também o único que ainda não tinha sido restaurado.

Pela monumentalidade do Presépio dos Marqueses de Belas, o processo de conservação e restauro - que incluiu limpeza, consolidação das peças de barro cozido policromado, do cenário que as envolve, e da chamada 'maquineta' que o guarda - foi "minucioso e complexo", indicou o museu quando lançou a campanha, em abril.

As cerca de 130 peças do presépio foram criadas de materiais desde barro, madeira, cortiça, vidro e metal, enquanto a ´maquineta´ é de madeira entalhada, dourada e policromada.

Localizado na rua das Janelas Verdes, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) está disperso por três edifícios: o Palácio dos Condes de Alvor, o que resta do Convento de Santo Alberto, e o novo edifício, acrescentado em 1940.

Criado em 1884, o MNAA é um dos museus com o maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

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