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Crédito à habitação: Será que a taxa fixa compensa?

Ainda é uma solução pouco utilizada pelos portugueses, mas tem vantagens que devem ser salientadas. Descubra na análise exclusiva do ComparaJá se as taxas fixas valem ou não a pena.

Crédito à habitação: Será que a taxa fixa compensa?
Notícias ao Minuto

09:09 - 22/10/16 por Bruno Mourão 

Casa ComparaJá

As taxas fixas no crédito para a compra de casa são vistas como um 'bicho papão' pela maior parte dos portugueses. O relativo desconhecimento e o conforto das revisões periódicas associadas às taxas variáveis continuam a levar a maior parte dos clientes dos bancos a fugir das taxas fixas, mas essa decisão poderá não ser a mais correta. 

Para tentar perceber se a prestação com juros fixos compensa, o Economia ao Minuto pediu ajuda ao site ComparaJá e o resultado do estudo deixa no ar a sensação de que a estabilidade nas prestações poderá ser mais vantajosa a longo prazo. E porquê? 

Apesar das taxas Euribor estarem em níveis historicamente baixos e ainda em queda, algo que naturalmente torna os créditos de taxa variável mais baratos nos pagamentos mensais, não se prevê que o atual contexto se mantenha por muito mais tempo. O aumento das taxas de juro nos Estados Unidos já começou e a Europa deverá seguir o mesmo caminho em breve, permitindo antecipar uma subida dos custos de financiamento. 

Apesar da oferta de taxas fixas ainda escassear na banca portuguesa, os créditos a 15 anos do Montepio, BPI, Bankinter e Novo Banco destacam-se pelos custos competitivos e juros pouco superiores a 4%, que poderão dar um alívio futuro a quem as contratar. No BPI existe também uma das duas únicas ofertas de taxa fixa na habitação a 30 anos (juntamente com o recém chegado Bankinter), que permite uma prestação mensal mais baixa para quem esteja disposto a pagar mais no total do empréstimo. 

"Embora neste momento a Euribor e as taxas de juro de referência do BCE se encontrem em mínimos históricos, o que naturalmente fez descer as prestações mensais dos créditos dos particulares (e, consequentemente, das famílias), não é possível prever quanto mais tempo irá durar este ‘oásis’ e quinze anos é um período muito longo para estar com conjeturas."

"A única maneira de o consumidor se proteger desta incerteza é recorrer a um empréstimo com taxa fixa", explica Sérgio Pereira, diretor-geral do ComparaJá. 

Apesar de salientar que o cliente dos créditos com taxa fixa "tem de estar preparado para pagar um pouco mais de mensalidade", o especialista lembra que "mesmo que atualmente pareça atrativo solicitar um crédito habitação com taxa variável, é preciso ter em conta que esta é muito volátil, não sendo possível saber até que ponto não aumentará de repente". 

Ainda assim, a decisão cabe a cada cliente, que deve ponderar com atenção a sua própria situação sabendo que "o único risco de ficar com um crédito habitação com taxa variável é o facto de as taxas de juro poderem voltar a subir" e "estar descansado é um benefício que pode fazer compensar a contratação com taxa fixa".

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