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Vacinas: "Não se deve tomar decisões com base na dor de uma família"

Francisco Louçã debruçou-se esta sexta-feira sobre a questão da vacinação. O comentador não acredita que a obrigatoriedade seja a resposta acertada.

Vacinas: "Não se deve tomar decisões com base na dor de uma família"
Notícias ao Minuto

23:05 - 21/04/17 por Anabela de Sousa Dantas

País Francisco Louçã

Francisco Louçã começou por dizer, no seu espaço de comentário habitual na SIC Notícias, que a questão da vacinação, na ordem do dia nas últimas semanas, “foi discutida com prudência” tanto por parte de partidos, como de instituições, uma postura que o comentador elogia.

“Não se deve tomar decisões nem na base do sofrimento de uma família, nem explorando os sentimentos que se possam criar”, adiantou, indicando que “os pais com crianças pequenas têm uma enorme preocupação sobre o que se possa passar” e que, portanto, “é preciso criar prudência e segurança”.

No entender do comentador, o facto de haver pessoas com cuidados com as certezas médicas “foi tratado com alguma ligeireza” e não devia ter sido. “Todas as ciências têm que ser permanentemente sujeitas ao seu próprio método cientifico”, adiantou, relembrando que a indústria farmacêutica também comete erros.

“Dito isto, as vacinas são a certeza melhor que nós podemos ter, porque houve milhões de pessoas que foram vacinadas. Se há um percurso científico bem comprovado pelo teste sucessivo sobre gerações de pessoas, então as vacinas são o melhor exemplo que nós temos”, afirmou.

"Pais são responsabilizados da forma mais violenta que existe"

Sobre a obrigatoriedade da vacinação, Louçã evita entrar em histerismos. “O sucesso da vacinação do sarampo em Portugal foi quando a vacina não teve que ser obrigatória, quase toda a população está vacinada, está protegida, esta incidência destes poucos casos parece ser em pessoas não foram vacinadas, como foi o caso da jovem que morreu, e portanto é uma confirmação de que a vacina protegeu as pessoas. Quem está desprotegido é quem não se vacinou. Alegar a necessidade de uma obrigatoriedade neste contexto é um pouco estranho”, sustentou.

O antigo líder do Bloco de Esquerda questiona “como é que se vai punir os pais que não vacinaram as crianças” e se “essa punição vai ajudar a convencer as pessoas em geral de que a vacinação é aquilo que tem que se fazer”. A resposta a estas questões, opina Louçã, é fundamental.

Quando inquirido sobre a possibilidade de consequências criminais para os pais que não vacinem os filhos e cujas decisões resultem em consequências negativas, Louçã responde: “Quando há consequências negativas os pais são responsabilizados da forma mais violenta que existe e mais dura que existe”.

“A possibilidade de pensar que acrescentar uma ameaça de uma outra forma de punição pode alterar a dor que eles tem ou levá-los a perceber o que deviam ter feito… Acho que tudo isso é um pouco à margem do grande problema que é: os pais devem saber que devem vacinar as crianças para que elas estejam protegidas”, terminou.

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