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Crescimento dispara no terceiro trimestre. Meta do Governo é possível

Dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística aumentam a possibilidade de conseguir chegar ao objetivo de crescimento ambicionado pelo Governo.

Crescimento dispara no terceiro trimestre. Meta do Governo é possível
Notícias ao Minuto

11:15 - 30/11/16 por Bruno Mourão

Economia INE

A produção portuguesa quase duplicou entre julho e setembro. Depois de um primeiro semestre lento e com crescimento abaixo das elevadas expectativas, a viragem do primeiro para o segundo semestre animou a economia nacional e começam a ver-se sinais de uma forte recuperação.

Segundo as contas do Instituto Nacional de Estatística, o Produto Interno Bruto português cresceu 1,6% em volume no terceiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, um valor que quase duplica o aumento de 0,9% registado no segundo trimestre.

"O crescimento mais intenso do PIB refletiu sobretudo o aumento do contributo da procura externa líquida, que passou de 0,1 pontos percentuais no segundo trimestre para 0,7 pontos percentuais em consequência da aceleração mais acentuada das exportações de bens e serviços comparativamente com a verificada nas importações de bens e serviços", pode ler-se no relatório estatístico divulgado esta manhã pelo INE no seu site oficial.

Comparando com os três meses anteriores, o período do início de julho ao final de setembro trouxe um aumento de produção real equivalente a 0,8% do PIB: "O contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB foi positivo, devido ao aumento das exportações de bens e serviços e à diminuição das Importações de bens e serviços, enquanto o contributo da procura interna foi negativo, refletindo principalmente a redução do investimento".

O objetivo do Governo de conseguir um crescimento homólogo de 1,8% no final deste ano ainda é possível com o bom desempenho do terceiro trimestre, mas será reconhecidamente difícil ultrapassar as expectativas pessimistas do FMI, Comissão Europeia e CFP, que apontam para números mais modestos.

[Notícia atualizada às 12h00]

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