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Interdição da Huawei na Europa pode custar até 55 mil milhões de euros

Se as operadoras europeias ficarem inibidas de utilizar equipamentos da empresa chinesa Huawei, como pedem os EUA, o prejuízo poderá ser de até 55 mil milhões de euros, segundo um relatório da Associação Mundial de Operadores (GSMA).

Interdição da Huawei na Europa pode custar até 55 mil milhões de euros
Notícias ao Minuto

15:15 - 07/06/19 por Lusa

Tech EUA/China

Segundo uma nota interna hoje divulgada pela GSMA, as operadoras europeias poderão precisar de até 18 meses para conseguir implantar a rede 5G de telecomunicações móveis, se não puderem utilizar tecnologia da Huawei, a empresa chinesa que está mais avançada neste género de serviços.

Recentemente, o Governo dos EUA proibiu as empresas norte-americanas de usarem equipamento da Huawei e ameaçou vários países europeus de deixar de partilhar informações militares e de segurança, se for autorizada tecnologia dessa empresa chinesa, alegando riscos de espionagem para o governo de Pequim.

A Associação Mundial de Operadores estima que os prejuízos para as operadoras europeias pode chegar aos 55 mil milhões de euros, pelo atraso no desenvolvimento da rede 5G, já que as concorrentes da Huawei não possuem capacidade de fornecer o equipamento necessário em tempo útil.

A nota interna hoje divulgada diz que a empresa sueca Ericsson, a finlandesa Nokia, a sul-coreana Samsung ou mesmo a chinesa ZTE, concorrentes diretas da Huawei na corrida ao 5G, não serão capazes de suprir as necessidades imediatas do mercado europeu.

Na opinião de vários operadores europeus, a Huawei está entre 12 a 18 meses à frente da concorrência no desenvolvimento de tecnologia de redes 5G.

No final de 2018, a Huawei tinha 28% de participação no mercado de equipamentos de rede na Europa, à frente da Nokia e da Ericsson, ambas com cerca de 25% cada uma, enquanto a ZTE controlava cerca de 10% do mercado.

Com a decisão do Governo do Presidente norte-americano Donald Trump, que entrará em vigor dentro de três meses, a Huawei entrou em crise, pela dependência de 'chips' norte-americanos para o seu equipamento, dizem os especialistas.

Na sequência do anúncio das sanções dos EUA, várias empresas distanciaram-se da Huawei, incluindo o Google, cujo sistema Android equipa a maioria dos 'smartphones' em todo o mundo.

Por enquanto, os países europeus não assumiram uma posição formal a favor da proibição de equipamentos Huawei nas redes 5G, embora alguns operadores, como a EE no Reino Unido, tenham anunciado que optarão por avançar sem equipamento chinês.

Em Portugal, em fevereiro, Washington enviou uma comitiva a Lisboa, para discutir questões de segurança nas redes móveis.

Nessa altura, o embaixador norte-americano em Lisboa avisou o Governo liderado por António Costa de que o uso de equipamento da Huawi poderia afetar as relações dos EUA com Portugal, no âmbito da NATO.

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