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"Deputados do PSD estão lá para representar pessoas, não amores próprios"

O novo ciclo que agora começa no interior do Partido Social-Democrata foi um dos temas abordados por Manuela Ferreira Leite no seu espaço de comentário semanal na antena da TVI24.

"Deputados do PSD estão lá para representar pessoas, não amores próprios"

Agora que Rui Rio é líder do PSD, Manuela Ferreira Leite diz esperar “muitas mudanças na forma de fazer oposição” do seu partido. Aliás, a ex-ministra das Finanças acredita que será feita “efetivamente uma oposição ao Governo” e que esta oposição será “como é o timbre de Rui Rio: competente, vigorosa, sem desistências e com os seus objetivos bem marcados”.

Quanto ao caminho que o partido vai agora trilhar, a comentadora crê que o mesmo será baseado numa “visão mais social-democrata do que aquela que tinha sido a orientação dos últimos anos sob a liderança de Pedro Passos Coelho”.

“Foi isso que Rui Rio fez durante os 12 anos em que esteve no Porto [autarquia]: foi rigoroso nas contas, conseguiu uma gestão financeira notável e, simultaneamente, a sua grande obra foi na área social”, apontou, defendendo que as críticas são normais e existem em todos os congressos. “Não existe isso de haver congressos sem críticas”, desvalorizou, sublinhando que Rui Rio “entrou muito bem” no que à “coesão” diz respeito, referindo-se à união feita com Pedro Santana Lopes, adversário de Rio nas eleições diretas do partido.

E por falar em eleições, Manuela Ferreira Leite comentou também aquele que foi o resultado obtido hoje por Fernando Negrão no sufrágio interno para a liderança da bancada parlamentar do PSD – 35 votos a favor num total de 88.

“Não é nada de inesperado uma vez que a bancada é toda constituída pelo anterior líder, não é uma bancada afeta a Rui Rio”, diz a ex-líder dos sociais-democratas, defendendo que “não seria de esperar que tivesse havido uma cambalhota e que fossem agora todos apoiantes de Rui Rio”.

Questionada se esta situação pode vir a criar um problema ao partido, Ferreira Leite é perentória na resposta: “Se criar um problema ao PSD, cria um problema aos deputados que estão lá [Parlamento] em representação das pessoas e não dos seus amores próprios e das suas simpatias pessoais”.

Face ao exposto, a comentadora considerou ainda que “com certeza não haverá uma rebelião na bancada parlamentar”, até porque a partir de agora “cada um deles [deputados] vai começar a trabalhar para entrar na próxima lista e não para sair dela”.

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