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Não há condições para eleições transparentes na federação do PS-Braga

O presidente da Comissão Organizadora do Congresso (COC) federativo do PS-Braga assume "não haver condições" para eleições "transparentes" para a Federação Distrital socialista por existirem "graves irregularidades" nos cadernos eleitorais provisórios, ligadas ao pagamento "irregular" de quotas a militantes.

Não há condições para eleições transparentes na federação do PS-Braga
Notícias ao Minuto

18:01 - 19/08/14 por Lusa

Política Irregularidades

Em declarações à agência Lusa, António Ramalho confirmou existirem dois militantes já mortos dados como aptos por "terem as quotas em dia" a participarem nas eleições de 6 de setembro e mais de 20 queixas de outros militantes que afirmam não terem pago "nada" mas que têm as quotas em dia.

As denúncias junto do COC levaram este órgão a deliberar "não existirem condições" para realizar as eleições pelo que o presidente da mesa da Comissão Política Concelhia, Mesquita Machado, se recusou a marcar o ato eleitoral, tendo sido as eleições marcadas pelo atual presidente da Federação Distrital do PS, Fernando Moniz, mandatado pela direção nacional do partido.

"A COC deliberou com sete votos a favor e um contra não existirem condições para que estas eleições sejam regulares e transparentes. Há graves irregularidades no pagamento de quotas a militantes existindo mesmo cidadãos já falecidos dados como aptos para votar", disse.

Além disso, Ramalho deu conta de ter recebido "cerca de 20 queixas" de militantes que "afirmam ter recebido recibos de pagamento de quotas que não fizeram, entre os quais emigrantes e militantes acamados".

Perante a marcação do ato eleitoral, em declarações à Lusa, o presidente da COC admite demitir-se do cargo.

"Depois da direção nacional ter avocado o processo e depois de terem sido marcadas as eleições existindo este parecer, mesmo que não vinculativo, restam 2 hipóteses ao COC: organizar o congresso ou demitir-se", explicou Ramalho.

"A minha sensibilidade pessoal diz que devo tirar conclusões. Se fosse uma decisão só minha demitia-me mas este é um órgão colegial e temos ainda que reunir", admitiu.

Segundo explicou, a sua demissão "não teria grande influência no processo porque seria uma questão administrativa mas marcaria uma posição política".

À sucessão de Fernando Moniz, apoiante de António José Seguro, na liderança da federação socialista de Braga concorrem Joaquim Barreto, que já manifestou apoio a António Costa, e Maria José Gonçalves, próxima do atual secretário-geral do PS.

Para poderem votar a 6 de setembro, os militantes que não pagavam quotas há mais de dois anos tinham que regularizar a situação até 6 de julho, já os que não pagavam há menos de dois anos tinham até 6 de agosto para efetuar os pagamentos.

Segundo a COC, regularizaram a situação de quotas em atraso cerca de 40 por cento dos militantes com capacidade eleitoral ativa, o que corresponde a cerca de 2200 militantes.

"É lamentável esta situação e a posição da COC", afirmou à Lusa Maria José Gonçalves, para quem "estas coisas são normais" pelo que a candidata "não vê nenhum problema" no decorrer do processo de preparação das eleições de 6 de setembro.

"Há dez anos que não havia dois candidatos para este cargo. É normal que haja mais militantes a participarem e que as candidaturas também de mobilizem. É natural", disse, confrontada com a existência de 2 cidadãos mortos dados como "aptos a votar" nos cadernos eleitorais provisórios.

Até ao momento, o outro candidato à Federação Distrital do PS-Braga, não se quis pronunciar remetendo para mais tarde uma tomada de posição.

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