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ADN destaca "defesa intransigente da paz" para substituir armas por diálogo

A cabeça de lista do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) às eleições europeias, Joana Amaral Dias, destacou hoje a "defesa intransigente da paz" como pilar principal da sua candidatura ao parlamento europeu, defendendo a "substituição das armas pela política".

ADN destaca "defesa intransigente da paz" para substituir armas por diálogo
Notícias ao Minuto

13:52 - 24/05/24 por Lusa

Política Eleições Europeias

"A nossa proposta imediata é cessar-fogo imediato. Cessar-fogo hoje, imediatamente. A Europa tem de se constituir como um elemento e um protagonista diplomático, resgatando e recapturando, naturalmente, as suas raízes, sentando-se à mesa de negociações com representantes da Rússia e da Ucrânia", afirmou a candidata independente Joana Amaral Dias, na apresentação do programa do ADN às eleições europeias de 09 de junho, que decorreu no Funchal, na ilha da Madeira.

A escolha da região da Madeira para esta apresentação coincide com o último dia de campanha às eleições legislativas madeirenses, que se realizam no domingo, tendo contado com a presença do cabeça de lista do ADN às regionais, Miguel Pita, bem como do presidente do partido, Bruno Fialho, num total de cerca de 20 apoiantes e militantes.

O programa do ADN às eleições europeias é também um manifesto de "denúncia de muitas situações particularmente perigosas e gravosas" no funcionamento da União Europeia, indicou Joana Amaral Dias, apontando a distância entre eleitores e eleitos e a existência de "elites, não eleitas, de supranacionais" a decidir o rumo da Europa, criticando ainda a guerra como "um favor ao 'lobby' armamentista".

"Não é por acaso que os problemas de privilégios na Região Autónoma da Madeira, de corrupção na Região Autónoma da Madeira, de periferia na Região Autónoma da Madeira, de pobreza na Região Autónoma da Madeira, acontecem e que eles estão intimamente, umbilicalmente, relacionados justamente com as elites não eleitas que nos governam do alto da sua eurocracia e da sua tecnocracia de Bruxelas e de Estrasburgo", acusou.

Com o objetivo de conseguir pelo menos um mandato no parlamento europeu, são cinco os pilares da candidatura do ADN, designadamente a defesa da paz, economia e emprego, imigração e asilo, defesa do setor primário e defesa dos direitos, liberdades e garantias fundamentais, bem como do estado de direito.

Pela defesa da paz, inclusive o fim do conflito entre Ucrânia e Rússia, a cabeça de lista do ADN sugeriu que "a União Europeia se constitua não como um elemento neutro, mas como um elemento ativo, de procura ativa e empreendedora da paz", considerando que essa "é, provavelmente, a maior tarefa e a maior missão que a União Europeia tem neste momento pela frente".

Na área da economia, a antiga deputada Joana Amaral Dias defendeu a criação de empregos de qualidade para os jovens, "que estão sempre a ser vilipendiados, esbulhados ou mesmo arredados do mercado de trabalho".

Com o compromisso de combater o tráfico ilegal de imigrantes e melhorar a gestão das fronteiras externas da União Europeia, o ADN quer "uma imigração regulada, que respeite, evidentemente, todos aqueles que já nasceram e que residem em Portugal, que trabalham e que contribuem para o bem-estar e para a riqueza nacional".

Quanto à defesa do defesa do setor primário, a candidata realçou a importância dessa questão para a Região Autónoma da Madeira, referindo que "tem sido tão castigada pela destruição da agricultura, das pescas e de uma série de outras atividades que foram outrora sustento de tanta gente".

Reforçando a proteção e defesa intransigentes dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, Joana Amaral Dias criticou a legislação em matéria de transição digital e de identidade digital: "Querem-nos 'chipar' como nem o gado".

A cabeça de lista do ADN questionou ainda a agenda "contra a liberdade de imprensa" e a favor do fim do dinheiro físico e a favor de uma moeda central emitida pelo Banco Central Europeu, apelando ao voto na sua candidatura para permitir que tal não aconteça: "É agora ou nunca".

As eleições para o parlamento europeu, em que os eleitores dos 27 Estados-membros escolhem os 720 deputados, decorrem entre 06 e 09 de junho. Em Portugal, a votação está marcada para dia 09, escolhendo-se os 21 representantes nacionais no hemiciclo europeu.

Leia Também: ADN defende maior escrutínio aos desempregados na Madeira

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