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Exonerar dirigentes é uma "opção de quem não tem soluções para o país"

O cabeça de lista da CDU às Eleições Europeias comentou as recentes exonerações por parte do novo Governo e falou sobre a posição do PCP face à guerra na Ucrânia, afirmando ter sido "silenciado" por defender a paz "em tempos de promoção da guerra".

Exonerar dirigentes é uma "opção de quem não tem soluções para o país"
Notícias ao Minuto

23:23 - 16/05/24 por Notícias ao Minuto

Política João Oliveira

O candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) às Eleições Europeias, João Oliveira, comentou, esta quinta-feira, as recentes exonerações de dirigentes da administração pública por parte do novo Governo da Aliança Democrática (AD), considerando tratar-se de uma "opção de quem não tem verdadeiramente soluções para os problemas do país".

"Entendemos que, numa circunstância em que seja efetivamente necessário recorrer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), esse instrumento deve ser utilizado, mas não deve ser utilizado em excesso", disse em entrevista à CNN Portugal, quando questionado se o partido apoiaria uma CPI à gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O ex-líder parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) disse que o "Governo vai marcando a sua agenda" com decisões como exonerações de dirigentes da administração pública.

"Não tem soluções para a Saúde, substitui um dirigente. Não tem soluções para a proteção social, substitui outro dirigente. Não tem resposta para dar aos polícias e às forças de segurança, substitui diretores nacionais", exemplificou.

Para o comunista, trata-se de uma "opção de quem não tem verdadeiramente soluções para os problemas do país" e vai-se "entretendo ao substituir dirigentes da administração pública e de órgãos do Estado".

"Não me parece que seja isso que é necessário para resolver os problemas que as populações e o país enfrentam", considerou. 

Guerra na Ucrânia? "A única saída para os povos é a paz"

Na entrevista, João Oliveira falou ainda sobre a posição do PCP em relação à guerra na Ucrânia, defendendo que o "discurso" do partido "já tem sido reconhecido como verdadeiramente a única saída para os povos".

"A única saída para os povos é a saída da paz", afirmou.

O político disse que o PCP foi criticado por ter "apontado o dedo a quem estava por trás do conflito: NATO, os Estados Unidos e a União Europeia com a sua política de confrontação e de guerra".

"Em tempos de promoção da guerra, quem defende a paz é silenciado e coagido a não abrir a boca. É isso que tem acontecido", acrescentou.

No entanto, João Oliveira diz que agora, com dois anos de guerra na Ucrânia e um conflito na Faixa de Gaza provocado pela "política genocida de Israel", "felizmente muita gente reconhece" que a posição de "defesa da paz" do PCP "é aquela que devia ter sido seguida desde o início".

O político defendeu ainda que "na Ucrânia ou na Palestina é preciso um cessar-fogo imediato, é preciso calar as armas e sentar as partes à mesa" para negociações.

"Lamentavelmente, o caminho que tem sido seguido é exatamente o oposto. O que é grave é que não se discute até onde é que nos vai conduzir a escalada da guerra e o militarismo", afirmou.

Considerando que "a corrida aos armamentos não resolve rigorosamente nada", João Oliveira questionou "o que é que a humanidade ganha com o aperfeiçoamento da capacidade destrutiva dos arsenais militares" e explicou que "estão a ser desviados recursos que deviam estar ao serviço" de setores como a Saúde, Educação, Habitação e Segurança Social.

"Há um elemento de urgência de intervenção de ação política e diplomática que tem de ser feito para acabar com a guerra e para assegurar soluções de paz que sirvam o mundo inteiro", disse, acrescentando que "era bom ouvir algum responsável de uma instituição europeia que não falasse de mais armas, mais bombas e mais destruição".

Sublinhe-se que as eleições para o Parlamento Europeu, em que os eleitores dos 27 Estados-membros escolhem os 720 deputados, decorrem entre 6 e 9 de junho. Em Portugal, a votação está marcada para dia 9, escolhendo-se os 21 representantes nacionais no hemiciclo europeu.

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