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"Não permitirei que PS lave as mãos do que aconteceu na maioria absoluta"

Mais do que ser a terceira força política do país, Mariana Mortágua salientou que, nestas eleições legislativas, o objetivo do Bloco de Esquerda passará por "ter um grupo parlamentar e ter uma força que seja decisiva para as coisas que importam para o país".

"Não permitirei que PS lave as mãos do que aconteceu na maioria absoluta"
Notícias ao Minuto

23:58 - 07/12/23 por Notícias ao Minuto

Política Mariana Mortágua

Focada no combate à crise da habitação, a líder do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, reforçou, esta quinta-feira, que não permitirá que o Governo do Partido Socialista (PS) “lave as mãos do que aconteceu durante esta maioria absoluta”, ao mesmo tempo que assegurou que um voto naquele partido de Esquerda “é um voto para travar qualquer hipótese de haver um governo de Direita”.

Mais do que ser a terceira força política do país, Mariana Mortágua salientou que, nestas eleições legislativas, o objetivo do BE passará por “ter um grupo parlamentar e ter uma força que seja decisiva para as coisas que importam para o país”, incluindo “travar um governo de Direita”.

O meu objetivo, antes de mais, é travar um governo de Direita, e quero dar essa confiança aos eleitores de que um voto no Bloco é um voto para travar qualquer hipótese de haver um governo de Direita”, reforçou, em entrevista à CNN Portugal.

Nessa linha, a bloquista reconheceu que a ‘geringonça’ foi uma boa solução no passado, ainda que tenha traçado uma espécie de ‘linha vermelha’ à possibilidade de voltar a dar um voto de confiança ao PS: “Não vou permitir que o PS lave as mãos do que aconteceu durante esta maioria absoluta.”

“Haverá muito tempo para responder a essa pergunta mas, neste momento, sei uma coisa. Há um mês, houve uma maioria absoluta que se desfez num caos de casos e de demissões, numa catástrofe social, no descrédito. Há uma crise na habitação, em que as pessoas não conseguem encontrar e pagar uma casa. O PS e os candidatos do PS têm de assumir responsabilidades pela maioria absoluta. Não passamos de uma maioria absoluta que se desfaz para um amanhã sem discutir o presente”, concretizou.

"O voto no BE será um voto que impedirá qualquer Governo de Direita"

Mariana Mortágua rejeitou fazer cenários quanto a uma nova geringonça, uma vez que o Partido Socialista (PS) ainda "não escolheu a sua liderança" nem "fez a sua avaliação daquilo que foi esta maioria absoluta", mas assegurou que "o BE não vai fazer menos do que determinar futuro do país e das soluções".

Notícias ao Minuto | 23:57 - 13/11/2023

Mariana Mortágua garantiu não ter “preferências” entre os candidatos que estão na corrida ao cargo de líder do PS, nomeadamente o atual ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, o ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e Daniel Adrião, dirigente da linha minoritária de oposição ao atual secretário-geral, António Costa. Mas, na sua ótica, os dois primeiros terão “de assumir as responsabilidades por aquilo que a maioria absoluta fez ao país”.

“Não tenho preferências. Acho que a militância do PS tem de escolher o seu líder. [Mas] ambos são ou foram ministros na maioria absoluta. Ambos são ou foram responsáveis por uma maioria absoluta que deixou uma catástrofe na habitação. […] É por isso que insisto que o país tem de acertar contas com o presente e com esse passado”, explicou.

Apesar de ter confessado que, entre os três candidatos à liderança do PS, apenas teve um “telefonema de cortesia” com Pedro Nuno Santos, a bloquista sublinhou que debaterá “com quem quer que seja que seja o secretário-geral do PS”.

E quem quer que seja que seja o secretário-geral do PS tem de assumir as responsabilidades por aquilo que a maioria absoluta fez ao país”, repetiu.

Leia Também: Mortágua volta a encabeçar lista do BE por Lisboa. Jorge Costa regressa

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