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25 de Novembro. Após voto de condenação, Moedas garante: "Nunca pensei"

O presidente da Câmara de Lisboa rejeitou fazer análises sobre o seu futuro político, garantindo estar plenamente dedicado ao trabalho camarário.

25 de Novembro. Após voto de condenação, Moedas garante: "Nunca pensei"
Notícias ao Minuto

23:21 - 11/10/23 por Notícias ao Minuto

Política Carlos Moedas

Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), garantiu, esta quarta-feira, que não pensa, para já, no seu futuro político fora da autarquia, e que está plenamente dedicado ao trabalho camarário.

"Sou um ativo do partido, mas um ativo do partido para ajudar o líder do partido. As pessoas estão fartas dos políticos, porque estão sempre a pensar o que é que vão ser no futuro. Nunca pensei o que é que ia ser no futuro. O meu futuro é sempre o presente, e o presente é a Câmara Municipal de Lisboa", disse Moedas, em entrevista à SIC Notícias.

O autarca elogiou Luís Montenegro, líder do PSD, que "vai de terra em terra, de cidade em cidade, está a construir e reconstruir o partido" e "tem muito valor". "Terá sempre Carlos Moedas ao seu lado. Vamos ganhar as eleições europeias", garantiu o próprio, numa altura em que se coloca a hipótese de o presidente da CML vir a assumir as rédeas do partido, caso o resultado eleitoral nas eleições europeias de 2024 fique aquém do expectável.

"As pessoas estão muito cansadas deste Governo e o cansaço vem de um Governo que tem estagnado o país com os serviços públicos a decair dia a dia", lamentou Moedas. Respondendo à questão sobre se Luís Montenegro seria a melhor opção para próximo primeiro-ministro, referiu que é "a alternativa que o país tem".

"É o PSD o maior partido da oposição, é um homem que está a trabalhar todos os dias para o fazer e é nele que vão votar, sobretudo a nível europeu. O PSD a nível europeu dá cartas, são os melhores deputados europeus em capacidade, qualidade, em garra, em visão europeia", defendeu ainda.

Moedas rejeitou, aliás, tirar conclusões políticas de algumas sondagens, que colocam os sociais-democratas numa situação complicada. Para tal, recordou o seu próprio histórico, sendo que a maioria das sondagens apontava para uma derrota nas eleições autárquicas de 2021, perante o socialista Fernando Medina.

A responder às insistências sobre o seu futuro político, para finalizar, quis ser claro: "Sou presidente da Câmara a 100% e serei presidente da Câmara a 100%. Tenho um mandato a cumprir."

Celebração do 25 de Novembro é para avançar, apesar de voto de condenação

O autarca anunciou, também, que as comemorações do 25 de Novembro organizadas pela CML - e anunciadas no 5 de Outubro - são mesmo para avançar, apesar do voto de condenação, aprovado esta quarta-feira, com votos contra apenas do PSD e do CDS-PP.

"Nunca pensei, e mostra o estado a que estamos a chegar dos extremismos. O 25 de Novembro é a nossa democracia. Ou seja, a liberdade que ganhamos no 25 de Abril. Se não tivéssemos tido o 25 de Novembro, não estaríamos aqui. A democracia em Portugal solidifica-se", disse o autarca lisboeta, apelando: "Leiam os discursos de Mário Soares."

Para o presidente da CML - que disse que não se trata de ser "contra o 25 de Abril" -, "o que estranho é que a esquerda está a radicalizar-se e a esquerda centrista do PS está a deixar levar-se pelos extremistas".

"Isto não é de Direita nem de Esquerda, é a democracia. Fico chocado que se tenha aqui feito esta clivagem a dizer que o 25 de Novembro é de Direita. Não é de Direita nem de Esquerda, é a nossa Democracia, é aquilo que ganhamos. Se não tivéssemos tido o 25 de Novembro, estaríamos eventualmente numa ditadura comunista. Eventualmente não, certamente. Eu sei que isso para o Partido Comunista seria bom, mas não para os portugueses", concluiu.

PCP e BE devem definir Hamas como organização terrorista

Ainda sobre extremismos, Carlos Moedas aproveitou para apontar o dedo à "extrema-esquerda", mais especificamente ao Partido Comunista Português (PCP) e ao Bloco de Esquerda (BE), pelas suas posições perante os ataques do movimento islâmico Hamas em Israel, que vitimaram nos últimos dias milhares de pessoas.

"Estamos a viver um momento muito complicado. Historicamente, tivemos uma extrema-direita racista e, neste momento, estamos a viver um momento na história em que começamos a ter uma extrema-esquerda racista. Isto acontece quando começamos a ter esta guerra entre Israel e a Palestina em que vemos partidos de esquerda a defenderem organizações terroristas que decapitam bebés, violam mulheres e vemos uma extrema-esquerda conivente com o terrorismo. Isto é muito grave", disparou o autarca lisboeta.

Para Carlos Moedas, "estes posicionamentos são inaceitáveis e muito assustadores" e "a extrema-esquerda mostrou a sua verdadeira face".

"Aquilo que vemos em muitas declarações de muitos partidos da extrema-esquerda roça o antissemitismo, a pior forma de racismo", criticou, dizendo que o futuro é "bastante assustador", tomando em conta a "defesa daquilo que hoje vemos, um ataque hediondo e terrorista a uma democracia como Israel".

O social-democrata defendeu, assim, que "as eleições europeias [de junho de 2024] serão muito importantes", acusando os "extremos, à esquerda e à direita, mas especialmente na esquerda, que mostrou que é tão má como a extrema-direita na conivência com os terroristas".

"Não ouvimos certos partidos dizer que o Hamas é uma associação terrorista - são terroristas", concluiu Carlos Moedas, assumindo que gostaria de ouvir o PCP e o BE declarar a associação - que é considerada uma organização terrorista pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por Israel - como tal.

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