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PS/Madeira repudia acordo do PSD/CDS com PAN

O PS/Madeira repudiou hoje a solução do PSD/CDS para assegurar uma maioria absoluta na Assembleia Regional, considerando que passou "da bengala para o andarilho", e acusou o PAN de "trair os madeirenses" ao celebrar o acordo de incidência parlamentar.

PS/Madeira repudia acordo do PSD/CDS com PAN
Notícias ao Minuto

18:12 - 26/09/23 por Lusa

Política Madeira

"O Partido Socialista repudia a solução de Governo encontrada para a Região Autónoma da Madeira, que passa por um acordo parlamentar alargado ao PAN, depois de a coligação PSD-CDS ter perdido a maioria absoluta nas eleições do passado domingo", lê-se na comunicação hoje divulgada pelo partido no arquipélago.

A estrutura regional dos socialistas considera que o PAN está a "trair os madeirenses, dando a mão a um regime caduco, em fim de linha e sem soluções para a Madeira", diz o secretário-geral do PS/Madeira, Gonçalo Aguiar, citado no documento.

Na opinião do dirigente socialista, "este PSD [Madeira] passou da bengala (CDS) para o andarilho (PAN)", mencionando que, "a seu tempo, estes partidos acabarão por pagar a fatura desta deslealdade para com a vontade expressa pelos eleitores nas urnas".

Gonçalo Aguiar insiste nas críticas ao presidente do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, "por não ter cumprido a sua palavra, já que, por várias vezes, garantiu que se demitiria e não formaria Governo se não alcançasse a maioria absoluta".

"Uma vez mais, Miguel Albuquerque mostrou que não tem palavra, à semelhança do que tem vindo a fazer ao longo dos últimos oito anos em que esteve à frente do Governo e não cumpriu com grande parte das promessas feitas aos madeirenses e porto-santenses", sublinha.

Para o PS/Madeira, "a continuação da governação social-democrata não é, de todo, a vontade dos madeirenses", refere, recordando que, em 2019, "o PSD perdeu a maioria absoluta e teve de se aliar ao CDS, que não se mostrou rogado em trair a confiança do eleitorado em troca de 'um punhado de tachos'".

Acrescenta que, quatro anos depois, estes partidos concorreram em coligação e voltaram a perder a maioria absoluta, o que constitui, no entender do PS insular, "sinal claro do descontentamento da população".

De acordo com os resultados oficiais provisórios, a coligação Somos Madeira venceu no domingo as eleições legislativas regionais, com 43,13% dos votos, mas falhou por um deputado a maioria absoluta, para a qual é necessário ter 24 dos 47 lugares do parlamento do arquipélago.

O PS elegeu 11 deputados, o JPP cinco e o Chega quatro, enquanto a CDU (PCP/PEV), o BE, o PAN e a IL elegeram um deputado cada.

No domingo, depois de conhecidos os resultados, o líder do PSD/Madeira e presidente do Governo Regional desde 2015, Miguel Albuquerque, garantiu estar em condições de apresentar um governo de maioria parlamentar, mas sublinhou que o Chega - presente pela primeira vez no hemiciclo na próxima legislatura - estava excluído do acordo.

PAN e IL manifestaram-se então disponíveis para um eventual entendimento com a coligação PSD/CDS-PP.

O PS, que ocupava 19 lugares na Assembleia Legislativa da Madeira, ficou reduzido a 11 deputados, tendo obtido 28.844 votos (21,30%).

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