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"O 'país que está melhor' é o da banca, dos mais ricos, dos gestores"

O deputado bloquista Pedro Filipe Soares lançou 'farpas' à política económica e financeira do Governo de António Costa.

"O 'país que está melhor' é o da banca, dos mais ricos, dos gestores"
Notícias ao Minuto

16:39 - 05/06/23 por Ema Gil Pires

Política Bloco de Esquerda

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, considerou, esta segunda-feira, que o "'país que está melhor' é o da banca, dos mais ricos, da elite económica, dos gestores, tudo à custa dos mais jovens e de quem trabalha", numa série de publicações na rede social Twitter.

Lançando 'farpas' à política económica e financeira do Governo de António Costa, o bloquista começou por escrever que os "bancos portugueses são os que mais ganham de entre todos os bancos europeus na diferença entre o que cobram pelos créditos e o que pagam pelos depósitos".

Apesar disso, prosseguiu, "o Governo resolveu cortar nos certificados de aforro para não beliscar a ganância" da banca, cujo "negócio" está "a gerar lucros milionários".

"Com a permissão do Banco de Portugal e o tapete vermelho estendido pelo Governo, são lucros à custa das dificuldades da economia e das famílias. Vencedores? Os acionistas, na larga maioria estrangeiros", acusou ainda Pedro Filipe Soares.

Na sua argumentação, o deputado afirmou ainda que enquanto o "salário médio em Portugal caiu 1,4%" e "56% dos trabalhadores recebem um salário inferior a 1.000 euros" - valor que "entre os mais jovens passa a 65%" -, os "gestores de topo levam os bolsos cada vez mais cheios". Isto, acrescentou, enquanto essas lideranças "apregoam que o aumento dos salários dispara a inflação".

É por estas razões que, na ótica de Pedro Filipe Soares, as pessoas não sentem "a melhoria da economia". E concluiu: "É a desigualdade com patrocínio do Governo. Querem-nos submissos? Enganam-se, a hora é de luta".

O comentário do líder parlamentar do Bloco de Esquerda surge após o Governo ter anunciado mudanças nas regras associadas à subscrição de certificados de aforro, materializadas através da criação da 'Série F', que irá substituir a anterior 'Série E', até agora em vigor.

A comercialização associada a esta nova série iniciou-se esta segunda-feira. Importa referir que, no âmbito da mesma, os aforradores passam a beneficiar de uma taxa inicial de 2,5% (um ponto percentual abaixo do praticado até agora) - aos quais se acrescem prémios de permanência.

A mudança levou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a dizer que esta é uma situação que o preocupa, tendo ainda apelado à banca para fazer um "esforçozinho" para "tornar mais atraente" o pagamento dos depósitos aos portugueses.

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