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Financeirização de bens essenciais. "Capitalismo a ser o capitalismo"

O deputado comunista Bruno Dias criticou, esta segunda-feira, a "financeirização da transação de bens essenciais" com recurso à especulação, considerando que apenas tem o propósito de "maximizar os lucros dos mesmos do costume".

Financeirização de bens essenciais. "Capitalismo a ser o capitalismo"
Notícias ao Minuto

23:30 - 27/06/22 por Lusa

Política PCP

O final da tarde do primeiro dia das Jornadas Parlamentares do PCP foi dedicado ao aumento do custo de vida, uma das temáticas principais da auscultação de dois dias que o partido está a fazer na Península de Setúbal.

No Seixal, ao lado do Centro de Trabalho do PCP, Bruno Dias -- eleito por este círculo nas últimas oito legislaturas -- abordou o "fenómeno que é a financeirização da transação de bens essenciais".

Por outras palavras, está a ser feita uma "especulação com os preços que os cereais vão ter no ano que vem, o azeite, os óleos", sustentou o deputado.

"Isto é o capitalismo a ser o capitalismo. Não é o capitalismo a correr mal, camaradas! Para o capitalismo isto é uma segunda-feira!", considerou, num tom jocoso. As palavras do deputado recolheram gargalhadas entre a plateia.

Para BRUNO Dias, a especulação apenas "serve para maximizar os lucros dos mesmos do costume".

"E quem é que paga? Os mesmos do costume, a população. Como se costuma dizer: Vai tudo para a farmácia, vai tudo para o pão, e pouco sobra. Basta comparar o preço do pão, do arroz, do óleo. Os bens essenciais foram os que tiveram os aumentos mais gravosos", completou Bruno Dias.

O deputado abriu depois o espaço para o debate entre os presentes nesta sessão pública, mas apenas houve duas tímidas intervenções.

Coube, então, à líder parlamentar, Paula Santos -- também eleita por Setúbal nas últimas cinco legislaturas -- falar sobre uma proposta que o partido vai apresentar na Assembleia da República para "definir um regime de preços de referência para o cabaz alimentar".

"Estou a falar daqueles produtos que são básicos, que já hoje estão à taxa reduzida [6%]. Naturalmente vai ter em conta aqueles que são os custos de produção, de armazenamento, os custos de transporte, mas expurgar dos preços que são vendidos aquelas que são as margens de lucro especulativas, em particular na grande distribuição", elaborou a deputada comunista.

Esta proposta é semelhante a uma apresentada aquando da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2022, que pretendia definir preços de referência para os produtos alimentares essenciais, mas que foi rejeitada na fase de discussão na especialidade.

As primeiras Jornadas Parlamentares do PCP nesta legislatura realizam-se entre esta segunda-feira e terça-feira na Península de Setúbal. O partido escolheu como assuntos centrais o aumento do custo de vida, a valorização dos salários e das pensões e a degradação do Serviço Nacional de Saúde.

Leia Também: Montenegro diz que Costa "foge das soluções" e "parece estar atrapalhado"

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