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Costa salienta que PS tem de fazer "esforço" para "manter" resultados

António Costa defendeu hoje que o PS precisa de fazer "um esforço grande" para "manter" os resultados de 2017, considerando que pedir melhor é como "exigir a um clube que, depois de ganhar por 3-0", ganhe por 4-0.

Costa salienta que PS tem de fazer "esforço" para "manter" resultados
Notícias ao Minuto

21:28 - 23/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

Numa entrevista ao canal televisivo SIC a partir de Ponta Delgada, onde se encontra para participar em duas ações de campanha, António Costa salientou que o PS "disputa sempre a vitória" em todos os municípios e freguesias, e referiu que o objetivo para as eleições de domingo é manter as 161 câmaras conquistadas em 2017, naquele que foi o melhor resultado de um partido em autárquicas.

"O PS é sempre uma das alternativas que está em jogo e, portanto, isso significa que nós temos que fazer um esforço grande em todo o país para manter os resultados. Nós, em 2013, tivemos o melhor resultado de sempre em autarquias, em 2017 superámos esse resultado, em 2021... É o mesmo que exigir a um clube que, depois de ganhar por 3-0, no jogo a seguir tem de ganhar por 4-0", referiu.

Salientando que "não deve haver nenhum município onde a disputa não seja com a direita contra o PS, ou entre o PS e o PCP", António Costa descartou também que a conquista de câmaras aos comunistas possa ter algum impacto na negociação do Orçamento de Estado.

"O PCP sempre quis separar o tema orçamental dos restantes temas. (...) Pela natureza das coisas, o PCP, as câmaras que disputa, são com o PS, mas a questão orçamental é uma questão sobre a qual começámos a trabalhar ainda antes das férias, fixámos um calendário de trabalho e ele vai acontecer", frisou.

O secretário-geral do PS destacou assim que não tem "nenhuma razão para acreditar ou para pensar que o PCP terá esta atitude ou aquela atitude no debate orçamental em função das autárquicas".

Além disso, António Costa frisou também que "ninguém no país está preparado, a pensar ou a desejar uma crise política", referindo que "haveria uma enorme irresponsabilidade coletiva se, no meio de uma pandemia", e numa altura em que se está a sair de "uma crise terrível", "houvesse uma crise política".

"Tenho a certeza de que todos vamos trabalhar de boa-fé, o melhor possível, para encontrarmos soluções", apontou.

Abordando ainda as críticas que a oposição, com o PSD à cabeça, lhe tem feito durante a campanha -- acusando-o de estar a misturar o papel de secretário-geral do PS e de primeiro-ministro ao prometer verbas do Plano de Recuperação e Resiliência às autarquias -- António Costa salientou que "nunca" confunde os dois papéis e que "há uma distinção clara entre as funções".

O secretário-geral referiu ainda que, "em democracia, cada um expõe os seus pontos de vista", sendo "legítimo que a oposição tenha a liberdade de dizer 'o Governo não fez isto ou não fez aquilo" e que o "partido que está no Governo também diga o que é que fez".

"Os outros dizem o que é que se propõem fazer, é natural que o partido que esteja no Governo também diga o que é que se propõe fazer, ou então o que é que o partido do Governo poder dizer? Não pode nem dizer o que é que fez, nem pode dizer o que é que se propõe fazer? Então aí o partido do Governo estaria impedido de correr às eleições, isso seria uma coisa absolutamente absurda", indicou.

Leia Também: Rio critica secretário de Estado por declarações "ridículas" sobre Covid

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