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Bloco defende PRR para reconversão profissional de desempregados

A candidata do Bloco de Esquerda à presidência da câmara de Lisboa, Beatriz Gomes Dias, defendeu hoje que os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) sejam usados para reconversão profissional daqueles que perderam emprego durante a pandemia.

Bloco defende PRR para reconversão profissional de desempregados
Notícias ao Minuto

13:37 - 18/09/21 por Lusa

Política Lisboa

"[É importante que] Os fundos do PRR que vão estar disponíveis para Portugal sejam usados para uma reconversão da atividade profissional daqueles que perderam o emprego e podem não encontrar emprego na área em que estavam a trabalhar, precisam de ser apoiados na reconversão profissional", disse Beatriz Gomes Dias.

A candidata começou o dia de campanha com uma arruada que teve início no mercado de Benfica, onde se deu a conhecer aos comerciantes e a quem ali se dirigia em dia habitual de compras, distribuindo sorrisos e panfletos, primeiro no mercado, e depois pelas ruas nas imediações.

De acordo com Beatriz Gomes Dias, a ação de hoje teve em conta a questão dos pequenos comerciantes, com os quais quis falar para "saber das dificuldades" que atravessaram com a pandemia, reconhecendo que já lhe chegaram algumas queixas.

"O pequeno comércio e o comércio em geral sofreu bastante com a pandemia assim como outras áreas de atividade", disse, reconhecendo que o apoio do Estado "nem sempre foi suficiente", admitindo, porém, que a câmara municipal de Lisboa "teve um papel importante no apoio dado aos comerciantes dos mercados e aos pequenos comerciantes".

"Esta ação é para reforçar essa ação da Câmara Municipal de Lisboa, mas também lembrar que é preciso continuar a apoiar esses pequenos comerciantes", frisou.

A candidata contou esta manhã com o "importante apoio" de Francisco Louçã, um dos fundadores do BE, que ladeou a cabeça de lista durante a arruada.

"Foi extraordinário, é sempre bom poder contar com o apoio dos militantes do BE e do Francisco, que dirigiu o partido e influenciou imenso a minha formação política. Tê-lo a fazer campanha comigo é um privilégio, foi extraordinário. As pessoas reconhecem-no, é muito celebrado, gostam dele, é muito positivo para a nossa campanha, também", reconheceu.

Na visita ao mercado, Beatriz Gomes Dias foi timidamente distribuindo panfletos apresentando-se como a candidata do BE, ouvindo grande parte das vezes por parte dos comerciantes votos de boa sorte.

Francisco Louçã era mais reconhecido, sobretudo pelas pessoas de mais idade, uma das quais até pediu desculpa ao atual conselheiro de Estado por não o ter reconhecido por causa da máscara.

"Sabe, eu ainda sou do tempo em que se respeitam as pessoas importantes", disse enquanto agradecia a Francisco Louçã.

Mais à frente, ao entrar numa loja de roupa só com senhoras no seu interior uma delas retorquiu ter sido "apanhada a acabar de se vestir", mas, ao mesmo tempo, bem-disposta, foi dizendo, "em democracia é assim mesmo".

Mais descontentes estavam as responsáveis por uma banca de pão, criticando a existência de ciclovias e quando a candidata do Bloco explicou que aquelas também eram necessárias, as comerciantes queixaram-se das pessoas que agora vêm ao mercado dos concelhos da Amadora e trazem as bicicletas.

"Era bom era tratarem dos transportes", atiraram, ao que Beatriz Gomes Dias lembrou que a sua candidatura faz igualmente uma "grande aposta nos transportes públicos" para a cidade.

Já na zona da venda ambulante, uma das comerciantes a quem entregou panfleto pediu uma casa, explicando que tinha três filhos e vivia numa habitação sem condições com apenas um quarto para as crianças.

"Veja lá se me ajuda com uma casinha senhora", pediu a vendedora, ao que a candidata respondeu que uma das suas preocupações é a habitação a preços acessíveis para todos.

À saída do mercado, uma banda de três músicos liderou o cortejo de perto de três dezenas de militantes do Bloco, entre os quais os candidatos à Assembleia de Freguesia.

Enquanto a comitiva do BE seguiu numa direção, na oposta chegava a de Fernando Medina, atual presidente da câmara e candidato do PS/Livre, evitando assim os candidatos de se cruzarem em plena arruada.

Na corrida à presidência da autarquia estão, além de Beatriz Gomes Dias e Fernando Medina, Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt Portugal), Ossanda Líber (Movimento Somos Todos Lisboa), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!), Bruno Fialho (PDR) e João Patrocínio (Ergue-te).

Leia Também: PS percebeu que teletrabalho tem de ser regulado no Código do Trabalho

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