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Ventura promete resistir à "asfixia" e "venezuelização" do país

O presidente do Chega prometeu hoje resistir "até ao fim" e "em todas as ruas de Portugal" às tentativas de ilegalização do seu partido, descrevendo um quadro de "asfixia democrática" e de "venezuelização" do país.

Ventura promete resistir à "asfixia" e "venezuelização" do país
Notícias ao Minuto

19:01 - 31/03/21 por Lusa

Política Ventura

Numa declaração política no parlamento, André Ventura lembrou a manifestação convocada para 18 de abril, diante do parlamento e do Tribunal Constitucional, como forma de protesto contra a ilegalização da força política da extrema-direita parlamentar, e o vice-presidente da bancada social-democrata Carlos Peixoto saudou-o e disse que se instalou a ideia de que "alguém está a fazer tudo para controlar os controladores, para guardar os guardadores".

"Resistiremos até ao fim, haja que ordem haja, haja que decisão haja. Resistiremos na rua, em todas as ruas de Portugal, perante tão vil ato de ameaça à nossa existência. Resistiremos até ao fim. Perante a passividade de um parlamento que não se levanta para defender aquilo que devia ser a democracia e a liberdade do pluralismo político, nós resistiremos", garantiu o líder populista.

Segundo Ventura, há "asfixia democrática porque quando um Estado começa a usar a Justiça como forma de condicionar adversários e perseguir partidos políticos é sinal de que estamos no mau caminho".

"Há uma ideia que se instalou de que há alguém que está a fazer tudo para controlar os controladores, para guardar os guardadores. Não sei se é asfixia democrática ou não é. O que sei é que começa a ser democracia de má qualidade. Fez muito bem em trazer aqui este tema pró uma questão de higienização da vida pública e política", afirmou o deputado do PSD.

Carlos Peixoto acusou o Governo socialista, sem nunca o referir explicitamente, de colocar Portugal nos "últimos lugares da Europa no índice de perceção da corrupção e transparência", de deslocar três pessoas "do Ministério da Justiça para a Polícia Judiciária para lugares-chave -- um deles a controlar escutas", "de ter num gabinete um procurador condenado por pressionar colegas para não investigarem Sócrates", de ser "complacente com isenção de imposto de selo nas barragens" e de "reduzir ao mínimo o período de discussão pública do Plano de Resiliência e Recuperação".

"Há hoje muitos em Portugal interessados em manter um controlo da Justiça, do Ministério Público e dos tribunais", lamentara Ventura, criticando "dirigentes de partidos" que "apelaram à ilegalização de um partido eleito para esta assembleia e cujo líder teve meio milhão de votos nas Presidenciais".

"Candidatos presidenciais, apoiados por partidos que aqui estão, entregaram queixas, a minha prisão e encerramento de instalações. Onde já ouvimos isto sem não na Venezuela de Nicolas Maduro ou na Coreia do Norte? Ficamos em silêncio quando o maior autarca do país, Fernando Medina, diz 'de facto, cedo ou tarde, vamos ter que discutir a ilegalização de um partido político chamado Chega'", lamentou.

Antes, o deputado único do Chega citara como exemplos da sua tese as recentes e consecutivas substituições da Procuradora-Geral da República, do presidente do Tribunal de Contas, do Procurador Europeu, além da aparente morosidade da Justiça em relação a casos onde estão envolvidos o antigo primeiro-ministro José Sócrates ou o ex-presidente do extinto grupo BES Ricardo Salgado.

Leia Também: Diretor de campanha de Ventura é candidato do Chega a Castelo Branco

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