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João Ferreira defende salários por inteiro a quem fique com os filhos

O candidato presidencial João Ferreira considerou hoje que devem ser pagos por inteiro os salários aos pais que tenham de ficar com os filhos devido ao provável encerramento das escolas, considerando que deve durar o menor tempo possível.

João Ferreira defende salários por inteiro a quem fique com os filhos
Notícias ao Minuto

12:52 - 21/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

fundamental, por exemplo, que os salários desses trabalhadores sejam pagos por inteiro, sem perda de rendimento, até porque ninguém imaginaria deixar essas crianças ao cuidado dos avós, por razões óbvias", declarou, no final de uma sessão pública no Arquivo Municipal de Gaia.

O Governo vai decidir hoje, em Conselho de Ministros, o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino, do Básico ao Superior, com efeitos a partir de sexta-feira, disse à agência Lusa fonte do executivo.

Para João Ferreira, é desejável que o encerramento das escolas dure o "menor tempo possível", sendo necessário que "estejam em prática todo um conjunto de medidas de apoio às famílias", para que nenhum trabalhador que tenha de ficar em casa para tomar conta dos filhos veja o seu "salário diminuído".

A confirmar-se esta medida, o candidato comunista pede mecanismos que contrariem "aquilo que aconteceu no primeiro confinamento", nomeadamente, as desigualdades entre as crianças, o que exige um acompanhamento das autoridades escolares.

"Se ele vier a acontecer [o fecho das escolas] é fundamental que se adotem todas as medidas para minimizar o mais possível os impactos que se verificaram no primeiro confinamento", defendeu.

O candidato apoiado pelo PCP e PEV lembrou "o impacto brutal" do primeiro confinamento nas famílias, não só na degradação de rendimentos, como no processo de ensino e aprendizagem e na saúde e bem-estar das crianças.

Para o eurodeputado, é ainda essencial garantir que "nenhuma criança fique para trás", que não se agravem as desigualdades, sobretudo relativamente às famílias com menores rendimentos, com a implementação de "mecanismos que contrariem aquilo que aconteceu no primeiro confinamento".

Os pormenores das medidas de agravamento do confinamento geral, nomeadamente o encerramento das escolas, serão comunicados hoje no final da reunião do Conselho de Ministros.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina na sexta-feira. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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