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Ana Gomes sobe tom contra Marcelo, PR antecipa-se ao Governo na Covid-19

A quatro dias das eleições, a temperatura da campanha subiu, com candidata socialista Ana Gomes a acusar Marcelo Rebelo de Sousa de querer ajudar a direita a regressar ao poder se for reeleito no domingo.

Ana Gomes sobe tom contra Marcelo, PR antecipa-se ao Governo na Covid-19
Notícias ao Minuto

19:56 - 20/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

Primeiro na terça-feira à noite, numa conversa 'online' com jovens socialistas, Ana Gomes afirmou que, se for reeleito, Marcelo Rebelo de Sousa irá "trabalhar para trazer a direita" ao poder, encabeçada por Passos Coelho.

E acrescentou que "votar no candidato da direita não é digno do partido de Mário Soares".

"Será que o que os portugueses e, em particular, os votantes socialistas querem é esta estabilidade que é enganosa? Num segundo mandato, o Presidente já não tem de ser reeleito, vai trabalhar de outra maneira e já temos demasiados indícios que mostram que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa vai trabalhar para trazer de volta a direita ao poder", afirmou a ex-eurodeputada socialista apoiada pelo PAN e Livre.

Passadas umas horas, já hoje em Braga, Ana Gomes ensaiou uma explicação do apoio dado a Marcelo por um grupo de 22 socialistas, entre eles o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, e três ex-ministros, com mais uma crítica: "Eu sou socialista e não acho que o centrão dos interesses sirva o país nem sirva a democracia e, portanto, eu sei que incomodo o centrão dos interesses".

E numa campanha eleitoral em plena pandemia de covid-19, o tema voltou a atravessar-se no discurso dos candidatos, num dia em que se discutiu o encerramento, ou não, das escolas como forma de travar a pandemia, que hoje fez 219 mortes.  

Presidente e recandidato com o apoio do PSD e CDS, Marcelo Rebelo de Sousa esteve hoje à tarde à conversa com cerca de 50 estudantes Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, numa ação de campanha.

E foi aí que anunciou que o Governo vai ponderar, entre hoje e quinta-feira, o eventual encerramento das escolas, podendo tomar uma decisão antes da sessão alargada com epidemiologistas marcada para terça-feira.

Marcelo apontou como "dados adicionais relevantes" a ter em conta nessa decisão o crescimento de casos em Portugal da "variante britânica" do novo coronavírus e a "disseminação social nas escolas", disse, antes de a ministra da Saúde falar sobre o assunto.

À esquerda, a eurodeputada Marisa Matias, candidata do BE, apoia o cancelamento das aulas presenciais, caso seja essa a indicação dos especialistas devido ao agravamento da pandemia, num dia em que teve na agenda temas sociais, como a vinculação de amas da Segurança Social.

"São momentos muito difíceis que estamos a viver e devemos sempre, sempre seguir as indicações das autoridades de saúde e dos especialistas. E se a indicação for nesse sentido, devemos segui-la sem hesitação", disse.

João Ferreira, o candidato apoiado pelo PCP e Verdes, também andou pelo Norte e admitiu o cancelamento de ações de campanha nos próximos dias face à evolução da situação epidemiológica, mas insistiu na necessidade de informar e mobilizar as pessoas para as eleições do próximo domingo, face ao risco de uma abstenção recorde.

No Porto, o candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, afirmou que o contexto da pandemiaefetivamente preocupante" e distribuiu culpas, ao Governo e ao Presidente. Ao executivo apontou a "absoluta incapacidade de comunicação" do Governo e as "incongruências" e comportamento "errático" do Presidente que se recandidata.

Quem continua a fazer campanha 'on-line' e à distância é Vitorino Silva, que hoje apontou a abstenção como o seu principal adversário nas presidenciais, apelando ao voto dos jovens, a quem deixou rasgados elogios numa videoconferência com estudantes universitários do Porto.

Quando um dos estudantes do Grupo Universitário de Debates e Opiniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com quem esteve à conversa por videoconferência durante mais de uma hora, lhe pediu para identificar o seu maior adversário na corrida a Belém, Vitorino Silva respondeu.

"É a abstenção, esse é o meu principal adversário. Toda a gente sabe que o voto é o maior património e anda muita gente a desbaratar", sublinhou o presidente do partido RIR (Reagir, Incluir, Reciclar) e candidato pela segunda vez à Presidência da República numa conversa, por videoconferência, com estudantes do Grupo Universitário de Debates e Opiniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

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