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Paula Santos aponta "dificuldades" com a redução dos deputados eleitos

A dirigente do PCP Paula Santos afirmou hoje que a alteração da correlação de forças políticas, em resultado das últimas eleições legislativas, trouxe "dificuldades acrescidas" na intervenção dos comunistas na "frente institucional" do parlamento.

Paula Santos aponta "dificuldades" com a redução dos deputados eleitos
Notícias ao Minuto

16:51 - 27/11/20 por Lusa

Política PCP/Congresso

Esta referência à quebra eleitoral da CDU (Coligação Democrática Unitária) nas legislativas de outubro de 2019, com a redução de 17 para 12 do número de deputados eleitos, foi feita por Paula Santos na tarde do primeiro de três dias de Congresso do PCP em Loures, no distrito de Lisboa.

"Embora não haja uma alteração significativa da correlação de forças na Assembleia da República, intervimos agora num contexto substancialmente diferente. O quadro que resultou das eleições legislativas trouxe dificuldades e exigências acrescidas ao nosso trabalho com a redução do número de deputados", salientou.

Perante os delegados comunistas, Paula Santos defendeu a tese de que o PCP "continua a distinguir-se das restantes forças políticas" em termos de intervenção, "quer em termos de dimensão, quer pelo conteúdo, quer, ainda, pelo estilo de trabalho".

No que respeita à dimensão, Paula Santos referiu que o PCP realizou 1350 reuniões e visitas e apresentou 830 iniciativas legislativas na anterior legislatura, além de ter dirigido mais de três mil perguntas ao Governo.

"No conteúdo, o PCP, o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, assume com coerência e consequência o compromisso de defender os interesses do povo e enfrenta os interesses do grande capital, o que demonstra que os partidos não mesmo são todos iguais. Daí o ódio que destilam contra os comunistas com deturpação e silenciamento do partido", acusou.

No estilo de trabalho, ainda de acordo com Paula Santos, "os deputados comunistas exercem a função em estreita ligação às massas, aos trabalhadores e aos locais de trabalho, onde se vive o confronto de classes".

"A intervenção institucional é parte integrante da ação do partido. Uma das linhas de trabalho que consta das Teses é o aprofundamento da ligação às massas e à luta dos trabalhadores e a sua articulação com a intervenção institucional - uma orientação que devemos aperfeiçoar e dar atenção", assumiu a deputada comunista.

Antes de Paula Santos, o membro da Comissão Política do PCP Dias Coelho fez um ataque cerrado às "forças da direita que procuram promover a fragilização da administração pública para reforçar o setor privado".

Neste ponto, Dias Coelho citou artigos da Constituição da República em defesa dos serviços públicos e criticou o subfinanciamento de vários setores do Estado, desde a saúde, à Segurança Social, passando pelo combate à burocracia.

"A atual situação reclama a luta dos trabalhadores e das populações por mais e melhores serviços públicos e por uma administração pública ao serviço do povo e do país", acrescentou.

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