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Brigadas para intervir em lares: "Não estamos a correr atrás do prejuízo"

A ministra da Saúde e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social estão esta quarta-feira no Parlamento a propósito das respostas aos surtos em lares.

Brigadas para intervir em lares: "Não estamos a correr atrás do prejuízo"

Sobre as brigadas destacadas para intervir nos lares de idosos para combater a pandemia, Marta Temido garantiu esta quarta-feira, no Parlamento, que a medida não surgiu "para correr atrás do prejuízo". 

"Não se iludam, não estamos a correr atrás do prejuízo. Já temos, há muito tempo, equipas conjuntas a trabalhar", esclareceu a ministra, na audição no Parlamento, respondendo às críticas vindas da oposição. 

"Aquilo que se optou por fazer foi uma sistematização da intervenção e um aprofundamento daquilo que desde o início está previsto", argumentou a responsável pela pasta da Saúde. 

Na sua intervenção, a ministra do Trabalho tinha anunciado que está previsto um reforço das 18 brigadas de prevenção espalhadas por todos os distritos do país, a criação de uma linha telefónica de apoio aos lares que irá funcionar 24 horas por dia e sete dias por semana, além de testagem de trabalhadores com critérios de níveis de risco.

Sobre o caso concreto de Reguengos de Monsaraz, Marta Temido disse  que, embora todos os contributos para o esclarecimento sejam importantes para melhorar o serviço aos mais vulneráveis, o Governo já tinha "em curso um conjunto de avaliações antes de a Ordem dos Médicos partilhar com toda a sociedade a avaliação que tinha realizado". "Há um relatório preliminar da saúde pública regional que foi remetido para as estruturas competentes para efeitos de apuramento de responsabilidades face a factos divergentes", destacou. 

Ana Mendes Godinho afirmou, por seu turno, que "desde de março, que temos estado em permanente trabalho para garantir que implementamos, em cada momento, medidas extraordinárias que o momento que vivemos implica".

A ministra garantiu que a "grande preocupação [do governo] foi ajudar as instituições a ter capacidade de resposta", motivo pelo qual realizaram "um reforço financeiro" de 120 milhões de euros a estas instituições, o que representa o seu reconhecimento da necessidade "de maior investimento e requalificação das respostas sociais".

A governante referiu ainda que um dos problemas nos lares, como aconteceu em Reguengos de Monsaraz, foi ficarem sem recursos em termos de trabalhadores uma vez que também estes são infetados e são obrigados a ficar em casa. "A segurança social em Reguengos, logo no dia 19, mal teve conhecimento da situação, teve que mobilizar recursos excepcionais", lembrou.

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