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Câmara "não se pode ilibar" de responsabilidades por fogo nos canis

A CDU/Santo Tirso exigiu hoje esclarecimentos à câmara local de maioria socialista sobre o incêndio florestal que atingiu no sábado dois canis ilegais e vitimou 74 animais, defendendo que, pela "gravidade" dos acontecimentos, a autarquia "não se pode ilibar".

Câmara "não se pode ilibar" de responsabilidades por fogo nos canis
Notícias ao Minuto

12:30 - 24/07/20 por Lusa

Política Santo Tirso

Numa pergunta dirigida ao presidente da câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, a coligação PCP/PEV daquele concelho do distrito do Porto começa por referir que "os últimos dias têm projetado Santo Tirso no plano nacional pelos piores motivos", elencando de seguida uma série de perguntas.

A CDU exige saber desde quando a Câmara Municipal tinha conhecimento da existência dos abrigos ilegais e quais as medidas, "designadamente inspetivas", tomou em relação aos espaços, bem como que resultados obteve com essas diligências.

"Que outras situações similares conhece a câmara no concelho?" e "Que medidas tomou ou pensa tomar para impedir que situações destas se repitam?", são outras das perguntas da CDU/Santo Tirso.

Na sequência de um incêndio que lavrou no sábado na zona da Agrela, concelho de Santo Tirso, 74 animais morreram e 190 foram resgatados com vida, tendo sido acolhidos por associações, particulares e canis municipais.

Na quinta-feira, a Assembleia da República aprovou a audição parlamentar do presidente da câmara de Santo Tirso, Alberto Costa.

O requerimento do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) foi aprovado na Comissão de Agricultura e Mar, com a abstenção do PCP.

De acordo com o que foi na quinta-feira divulgado, o autarca socialista deverá ser ouvido em 30 de julho, mas a data ainda está sujeita a confirmação.

Na terça-feira, a Comissão de Agricultura e Mar também aprovou um requerimento da deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN), para que a ministra da Agricultura vá ao parlamento falar sobre o mesmo tema.

Também o Bloco de Esquerda anunciou, a nível nacional, que quer explicações dos ministros da Administração Interna e da Agricultura no parlamento, bem como da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), sobre a morte de animais em abrigos de Santo Tirso.

Isto enquanto o Bloco de Esquerda local exigiu na quarta-feira a demissão do vereador José Pedro Machado, a quem o presidente da Câmara retirou o pelouro da Proteção da Vida Animal.

Já o PSD/Santo Tirso acusou, na quarta-feira, em comunicado, a autarquia de "inércia" e acusou o presidente de "dois pesos e medidas" por não suspender o mandato após ser constituído arguido, num processo que remonta a 2018, mas suspender agora o veterinário municipal.

Na segunda-feira, em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Santo Tirso anunciou a instauração de um "processo disciplinar ao veterinário municipal com suspensão imediata de funções", bem como de um "processo interno de averiguações".

Alberto Costa adiantou ainda ter chamado a si "todo o processo relacionado com o abrigo dos animais" e mostrou-se disponível para colaborar com o Ministério Público (MP) nas averiguações.

Paralelamente, o ministro da Administração Interna determinou na segunda-feira a abertura de um inquérito à atuação da GNR e da Proteção Civil no incêndio.

A Procuradoria-Geral da República já anunciou a abertura de um inquérito ao caso.

Em 2018, o MP arquivou o processo iniciado devido a denúncias de populares por considerar "não haver crueldade em manter animais num espaço sujo, com lixo, dejetos e mau cheiro", segundo o despacho.

A agência Lusa solicitou uma reação à câmara de Santo Tirso, mas o executivo socialista não quis comentar.

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