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PCP/Madeira critica "negligência" do Governo Regional na ação nos lares

O PCP/Madeira acusou hoje o Governo Regional de "imperdoável negligência" no combate à covid-19 nos lares de idosos, criticando a falta de "uma intervenção atempada", e apontou "atrasos fundamentais e expressões de desorientação estratégica" para estes espaços.

PCP/Madeira critica "negligência" do Governo Regional na ação nos lares
Notícias ao Minuto

17:23 - 31/03/20 por Lusa

Política Covid-19

"Revelando uma imperdoável negligência por parte do Governo Regional quanto a esta matéria tão sensível, não está a ser verificada a capacidade operativa dos obrigatórios planos de contingência dos lares para pessoas idosas", afirma o deputado comunista na Assembleia Legislativa da Madeira, num comunicado hoje divulgado.

Ricardo Lume sustenta que devia haver uma maior fiscalização relacionada com equipamentos, plano de contingência e existência de trabalhadores em número necessário para assegurar o serviço nestes espaços, onde estão elementos da população mais vulnerável.

"Na Região Autónoma da Madeira, os lares para pessoas idosas não estão a ser alvo de uma intervenção atempada e responsável por parte do Governo Regional de modo a que se defendam vidas e se salvaguarde a saúde pública", afirma o parlamentar comunista.

No comunicado, Ricardo Lume questiona o executivo madeirense sobre esta matéria, dando conhecimento de vários problemas que enuncia ao representante da República, o juiz conselheiro Ireneu Barreto.

O PCP/Madeira aponta que na região existem "atrasos em respostas fundamentais e manifestas expressões de desorientação estratégica", enunciando nove problemas, que na opinião do partido, são constatáveis nos lares de idosos.

"Ainda não estão a ser garantidos testes continuados a todos os trabalhadores e trabalhadoras em lares com pessoas idosas quanto a eventuais contágios com covid-19", afirma o parlamentar comunista, denunciando a existência de casos de "falta de rigor por parte de diversas instituições quanto aos impedimentos de visitas a idosos".

Outro aspeto que critica é não estarem a ser "asseguradas condições adequadas para que as equipas médicas e de enfermagem, obrigatórias para o funcionamento de lares, não estejam em mobilidade com outros serviços de saúde, como norma indispensável para prevenir o surto epidémico"

Na opinião do PCP/Madeira, "a Segurança Social não está a chegar ao terreno, ao contacto com os lares da Madeira e do Porto Santo, e não está a fazer o trabalho que lhe compete, nomeadamente na identificação da falta de meios logísticos e humanos".

Por isso, o partido critica a "grosseira desconformidade de procedimentos quanto à forma como estão a ser dadas orientações e a ser colocadas exigências a quem trabalha em lares" e a não existência de um "plano de atempada atribuição e distribuição de equipamentos de proteção individual para as pessoas que trabalham nos lares.

O partido censura igualmente a inexistência de um "levantamento das necessidades de equipamentos de proteção individual para os trabalhadores e trabalhadoras em lares", a ausência de uma "reserva regional" deste tipo de material, "gerida por uma única entidade" para proteção dos agentes de primeira linha.

"Constata-se que existem indefinições quanto à localização rigorosa de espaços à escala regional, e nos concelhos, que possam albergar idosos cujos lares tenham de encerrar por infeção dos utentes ou funcionários desses espaços por covid-19", conclui.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%).

Na Região Autónoma da Madeira, existiam segunda-feira, 40 pessoas infetadas , havendo apenas o caso de um internamento na unidade dedicada à covid-19 no Hospital Central do Funchal. Os restantes apresentam sintomas ligeiros e permanecem no seu domicílio em isolamento ou, no caso de quatro cidadãos dos Países Baixos, num hotel.

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