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Lobo D'Ávila: "Não fui capaz de dizer 'não' ao meu Partido naquela hora"

Filipe Lobo D'Ávila publicou um longo texto no Facebook onde fala sobre o Congresso do CDS e a decisão de se colocar ao lado do agora líder Francisco Rodrigues dos Santos.

Lobo D'Ávila: "Não fui capaz de dizer 'não' ao meu Partido naquela hora"

Filipe Lobo D'Ávila chegou ao Congresso do CDS-PP, que se realizou no passado fim de semana em Aveiro, como um dos cinco candidatos à liderança do partido. No encontro centrista, Francisco Rodrigues dos Santos saiu vencedor e foi eleito presidente, enquanto Lobo D'Ávila passou de seu 'adversário' a seu vice-presidente. Para esclarecer as posições, o ex-secretário de Estado publicou, no Facebook, um texto intitulado "O Congresso do CDS e a decisão que tomei", escrevendo sobre o facto de se ter colocado ao lado de 'Chicão'.

"Neste Congresso quis fazer uma campanha pela positiva, um caminho diferenciador, de serenidade e ponderação, para acrescentar e para dar escolha. Sabia que era um caminho difícil num ambiente crispado e que independentemente do que fizesse seria muito difícil agradar a todos", começa por explicar Lobo D'Ávila.

Num Congresso que adjetiva de "altamente bipolarizado", e "em que alguns dos notáveis, de forma organizada e sucessiva, insistiam na ideia de que eu desistiria a favor de uma candidatura [...], procurando desmobilizar apoios", o ex-deputado do CDS sublinha que decidiu "ir até ao fim como já tinha dito que o faria, independentemente dos votos que viesse a ter".

A nota prossegue, referindo que "a escolha do Congresso foi clara e não deixou margem para dúvidas". "Às 3h da manhã fiz declarações a felicitar o vencedor (o Francisco Rodrigues Dos Santos) e dei nota que apresentaríamos lista ao Parlamento interno. Era essa a decisão e tudo estava organizado nesse sentido", frisa Lobo D'Ávila.

Contudo, "poucas horas depois, o novo Presidente do CDS" dirigiu-se "à sala onde preparávamos a nossa lista fazendo um apelo pessoal à união e à minha participação neste novo ciclo", revela. "Só posso dizer que este contacto foi particularmente desconcertante, por ser completamente inesperado e pela forma. Em 10 minutos fez mais do qualquer outro membro da direção do CDS nos últimos quatro anos no apelo à minha participação".

Para Lobo D'Ávila "a decisão não foi imediata" e sublinha que "já sabia o que muitos viriam mais tarde a dizer". "Nunca procurei qualquer lugar no CDS nem tinha qualquer necessidade de aceitar qualquer tipo de convite, fosse da parte do Francisco ou de qualquer outro candidato. Estou livre e continuo livre, só dependente da minha consciência e das minhas convicções. Não faço parte de fações. Faço parte do CDS", considera

Porém, diz não ter conseguido "dizer 'não' àquele que foi escolhido pelos Congressistas, em voto secreto e livre, e muito menos fui capaz de dizer não ao meu Partido numa altura em que todos somos precisos. Posso ter desiludido alguns, eu sei. Posso ter enfurecido outros, também sei. Mas a motivação foi apenas essa.

Em jeito de remate, o ex-secretário de Estado ressalva que "foi com esse espírito" que decidiu "ajudar neste novo ciclo, nesta nova energia, pela mudança que sempre defendi ser necessária. Não impus nem me impuseram condições. Simplesmente, não fui capaz de dizer não ao meu Partido naquela hora e naquele momento em que o Presidente do CDS pedia a minha participação". 

Recorde-se que a moção de estratégia de Francisco Rodrigues dos Santos, líder da Juventude Popular e conhecido por 'Chicão', foi a mais votada no 28.º Congresso do CDS, em Aveiro. Intitulada 'Voltar a acreditar', reclamava uma mudança no partido e obteve 671 votos (46,4%).

Leia Também: Lobo d'Ávila: "Há momentos em que não podemos dizer que não"

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