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"Transição climática não é uma ameaça ao crescimento económico"

António Costa está em Bruxelas para discutir o quadro financeiro plurianual para 2021-2027.

"Transição climática não é uma ameaça ao crescimento económico"

António Costa está, esta quarta-feira, em Bruxelas para discutir o quadro financeiro plurianual para 2021-2027 e, à entrada, começou por destacar aos jornalistas que correto que exista um apoio à transição que, como sabemos, tem custos."

"Nós próprios temos pago de uma forma muito significativa na nossa fatura da eletricidade o custo do investimento que fizemos nas energias renováveis", considerou, acrescentando que o nosso país o tem feito "sem qualquer apoio". 

"Não é isso que nos leva a dizer que os outros não devam ter apoio mas gostaríamos de sublinhar que quando falamos em transição não nos podemos limitar a discutir a transição que é necessária fazer nas fontes de produção de energia", disse, nomeando, por exemplo, que temos de fazer uma reforma profunda da nossa floresta. 

"A UE deve encarar estes custos de uma forma global e não centrada exclusivamente nos países que são produtores ou principais consumidores de carvão. Há outros custos de transição", ressalvou.

Esta transição, destacou o primeiro-ministro, "envolve toda a sociedade", uma vez que exige "medidas políticas" mas também "uma alteração do comportamento individual" de cidadãos e empresas. 

Destacando que as propostas da Comissão "vão no sentido de que as metas para 2030 sejam mais ambiciosas do que anteriormente estavam a ser estabelecidas", Costa referiu que Portugal é o exemplo de que, "ao contrário do que muitos diziam, a transição climática não é uma ameaça ao crescimento económico"

Quanto à proposta para o IVA da eletricidade, o primeiro-ministro disse que foi uma questão que levou a der Leyen e que registou "como muito positivo o facto de no documento para o Green Deal haver já uma assunção muito clara de que a taxa do IVA deve também ser adaptada à política ambiental"

"É muito improvável que haja uma resposta conclusiva da Comissão até segunda-feira, que é a data que temos para apresentar o Orçamento, e iremos inscrever no OE como uma proposta de autorização legislativa", concluiu António Costa. 

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