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Devia "alterar-se a lei eleitoral" para evitar a abstenção

A ideia é defendida, esta segunda-feira, por Joaquim Jorge num artigo de opinião que tem o resultado das eleições europeias como tema.

Devia "alterar-se a lei eleitoral" para evitar a abstenção

A abstenção atingiu, nas eleições europeias de ontem, o valor recorde de 68,8%, deixando Portugal entre os quatro países da União Europeia em que os cidadãos menos votaram.

Para Joaquim Jorge, o povo português “abstém-se porque está de costas voltadas para esta forma de fazer política”.

“Acho piada aos senhores dos partidos a apelarem ao voto”, começa por dizer, referindo que, ao “longo destes anos de democracia”, os políticos têm optado por “fazer pressão para que os eleitores votem, fazendo com que tenham um peso na consciência”, ao invés de “perceberem porque é que os portugueses não votam”.

“Os portugueses não aceitam que os candidatos frequentem cafés, restaurantes e feiras neste período e depois desapareçam desses locais e ignorem as pessoas”, afirma, dizendo que a “culpa é totalmente dos políticos” que "em vez de insinuarem irresponsabilidade [dos eleitores], seria melhor perceberem porque milhares de portugueses estão-se borrifando para eleições".

E assim, Joaquim Jorge considera que "dever-se-ia alterar a lei eleitoral em relação à legitimidade: eleição com abstenção superior a 50% não deveria ser possível".

"Já o é para os referendos que somente são vinculativos se votarem mais de 50%, também o deveria ser numa eleição qualquer", remata.

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