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Moção de censura: O "epifenónemo", os 'tiros no pé' e as "contradições"

Marques Mendes analisou a moção de censura, interposta pelo CDS, mas rejeitada no Parlamento.

Moção de censura: O "epifenónemo", os 'tiros no pé' e as "contradições"

O CDS ‘convidou’ o Parlamento a votar uma moção de censura. Porém, esta era uma moção de censura revestida, logo à partida, de insucesso. Foi, como já se previa, rejeitada. No entendimento de Marques Mendes, esta moção de censura “não teve história; foi um epifenónemo”.

Já quanto ao debate que teve lugar na Assembleia da República, o comentador classificou-o, no seu habitual espaço de debate na antena da SIC Notícias, como estando “cheio de contradições de várias partes”. O PSD, assegurou, foi um desses exemplos, já que “votou a favor, mas ao mesmo tempo disse o piorio da moção, apelidando-a de inoportuna e dizendo que se tratava de um jogada tática. Mais do que isso, disse que era um tiro de pólvora seca”.

Já o CDS, “também em contradição, disse que era tudo a pensar no país”, pese embora “toda a gente perceba que é a pensar na liderança da oposição”.

Mas o ‘pódio’ das contradições é atribuído à temática das eleições. Diz o CDS, como recorda Marques Mendes, “que quer antecipar as eleições”, ao passo que “Costa diz que estas devem acontecer no prazo normal. Ora, acho um exercício de hipocrisia, porque considero que eles pensam exatamente o contrário. A oposição, se pudesse, adiava as eleições para 2020, já que o ciclo está a correr mal ao Governo e, portanto, convinha adiar porque, mês a mês, o Governo está a perder nas intenções de voto”. Já Costa, “se pudesse antecipá-las para o ano passado, tê-lo ia feito porque quando a economia não está bem, quanto mais cedo melhor”.

Resultado final: “Foi um exercício mediático bom para Assunção Cristas porque teve palco durante uma semana e mobilizou os seus fiéis para as eleições europeias”. Foi, como alega, igualmente “útil para Costa porque mostrou que a coligação está segura e lhe permitiu fazer um comício para unir o setor à Esquerda”. Para o PSD, “foi um incómodo” e “irrelevante” para o PCP e para o Bloco de Esquerda.

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