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PS ataca Passos Coelho por "torcer para que as coisas corram mal"

O PS reagiu este domingo com "a maior das perplexidades" às críticas do antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD Pedro Passos Coelho, que acusou de "torcer para que as coisas corram mal" no país.

PS ataca Passos Coelho por "torcer para que as coisas corram mal"
Notícias ao Minuto

16:42 - 24/02/19 por Lusa

Política PSD

Em declarações à Lusa, a secretária-geral adjunta do PS Ana Catarina Mendes criticou ainda Passos Coelho por aparecer como o porta-voz de uma "direita que tirou tudo e todos" e de "promessas que o PS e o governo não fizeram".

"Os pais do colossal aumento de impostos e da taxa de desemprego recorde, do convite à imigração" são aqueles que agora "nem sequer se congratulam" com os "resultados positivos" do Governo socialista de António Costa, acrescentou.

"Diria mesmo que Pedro Passos Coelho, de cada vez que aparece, é para torcer que as coisas corram mal. A verdade é que os resultados da governação do PPS estão aí", disse.

Na sexta-feira à noite, em Coimbra, o antigo líder social-democrata Pedro Passos Coelho acusou PS, Bloco de Esquerda e PCP de só se importarem com os cortes na despesa em setores como a saúde e educação quando o PSD era Governo.

As críticas de Passos, do ex-Presidente Cavaco Cavaco Silva, também na sexta-feira, na Academia Política Calvão da Silva, em Coimbra, e este domingo do líder do PSD, Rui Rio, mais não são, afirmou, do que a prova do "desnorte da própria direita e da incapacidade de ter propostas para o país".

Exemplos do que considerou boa governação do PS são os salários que, "quer no setor público, quer no setor privado, melhoraram 7% nesta legislatura" ou ainda a "despesa na Educação e na Saúde, que caiu" no governo de Pedro Passos Coelho "e sobe com o governo do PS".

A secretária-geral adjunta e deputada do PS lembrou, como tem feito o primeiro-ministro por diversas vezes, que, na saúde, a despesa aumentou nesta legislatura 1.300 milhões de euros, "depois de ter caído mais de mil milhões de euros" durante o Governo PSD-CDS.

Os portugueses "sabem que reduzir, cortar é o contrário de subir, como aconteceu ao longo de todo o tempo" do anterior executivo.

Na sexta-feira, Passos Coelho avisou que devido a uma pior conjuntura externa - por exemplo, quando grandes economias para onde Portugal exporta entrarem em recessão - e com as receitas do Estado português a cair, o Governo terá de cortar na despesa, mas ironizou que isso "nem pensar, o Tribunal Constitucional não deixa".

"Só se for na saúde, na educação, no investimento e noutras coisas, porque nessas o Partido Comunista português, o Bloco de Esquerda e o PS não se importam de cortar. Só se importavam que nós [PSD] cortássemos, quando são eles a cortar não tem problema nenhum", alegou, arrancando aplausos à assistência.

Pedro Passos Coelho disse ainda que a questão "não é de partidos ou de clubes partidários, é um problema nacional" e responsabilizou o PS, argumentando que "sempre que estes problemas graves aconteceram, era o PS que tinha a responsabilidade de tratar destas coisas" porque estava no Governo.

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