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"Tom" de contestação dos bombeiros "deve ser afastado"

A opinião é de Fernando Medina, que defende que o que Governo propõe “faz todo o sentido”.

"Tom" de contestação dos bombeiros "deve ser afastado"
Notícias ao Minuto

23:35 - 10/12/18 por Filipa Matias Pereira 

Política Fernando Medina

O “tom” que a contestação dos bombeiros tem assumido “deve ser afastado”. A opinião é de Fernando Medina que defende que, “ao contrário do que tem sido afirmado pela Liga de Bombeiros, esta forma de contestação, que é não proceder ao registo de ocorrência no sistema nacional de proteção civil, tem de facto impacto na proteção das populações”.

O autarca partilha inclusive das palavras de Eduardo Cabrita, para quem este cenário é uma “irresponsabilidade” do ponto de vista da proteção do país porque “compromete o sistema” na medida em que “não tem os dados adequados para poder agir”.

A matéria de fundo, no entendimento do socialista, depende de duas razões, sendo que uma delas se prende com “uma questão de poder”. Ora, como explica, “a Liga diz que queremos [o Governo] voltar a ter um comando de bombeiros autónomo do sistema de proteção civil. Esta decisão não faz sentido porque era regressar ao passado”.

Para além disso, “a própria reivindicação da Liga de Bombeiros é contraditória porque diz que quer autonomia como a GNR e a PSP, mas essas [forças de segurança] não têm comando autónomo”. Para além disso, defendeu ainda na antena da TVI24, “este tipo de reação é desproporcionado porque a proposta [de alteração da lei orgânica da Proteção Civil] representa um avanço, já que o diretor que é nomeado discricionariamente dentro do sistema passará a ser nomeado com audição da Liga e [terá] orçamento também próprio”.

Outra questão prende-se com a “reorganização territorial”. O que o Governo propõe, recordou, “faz todo o sentido”, nomeadamente pelo facto de “adaptarmos [a reorganização territorial] de forma a termos um comando nacional, um segundo nível nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, ou nas comunidades intermunicipais, ou nos municípios”. A vantagem, por um lado, “é que torna esta organização dos bombeiros compatível com a organização administrativa do país”, e por outro “faz coincidir a organização do sistema de proteção civil com a organização de gestão e financiamento dos fundos comunitários que hoje está nas comunidades intermunicipais”.

Recorde-se que na base do descontentamento dos bombeiros está a alteração à lei orgânica da Proteção Civil que prevê, entre outros aspetos, a extinção dos comandos distritais de operações de socorro, dando lugar a comandos desenhados com base nas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais.

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