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"Alegre não está a acompanhar a sociedade que pede mais inteligência"

O único deputado do PAN – Pessoas Animais Natureza deu, esta quarta-feira, uma entrevista na qual abordou a polémica que está instalada em torno da atividade tauromáquica em Portugal.

"Alegre não está a acompanhar a sociedade que pede mais inteligência"
Notícias ao Minuto

00:07 - 08/11/18 por Patrícia Martins Carvalho 

Política André Silva

A sociedade mudou e a sociedade do século XXI “não se revê” nos espetáculos tauromáquicos em que os animais são “violentados para entretenimento”.

Este é o entender de André Silva que, na ‘Grande Entrevista’ da RTP3 desta quarta-feira, defendeu aquela que é a sua posição vincada relativamente às touradas.

“A nossa liberdade termina onde começa a do outro. O que está em causa não é ‘quem gosta vai’ e ‘quem não gosta, não vai’. O que está em causa são os direitos do touro em não sofrer”, defende André Silva que frisa que é “fútil que uma sociedade do século XXI se divirta à custa da crueldade com animais”.

A polémica, recorde-se, estalou quando a ministra da Cultura referiu que o IVA aplicado aos espetáculos tauromáquicos não iria ser reduzido, ao contrário dos restantes espetáculos culturais. No Parlamento Graça Fonseca disse ainda que “não era uma questão de gosto, mas sim de civilização”.

Estas declarações incendiaram a opinião pública com apoiantes dos dois lados da ‘barricada’ a manifestarem-se como foi, de resto, o caso de Manuel Alegre que, num artigo publicado no jornal Público, disse que existe atualmente um “fundamentalismo do politicamente correto”, uma “tentação de interferir nos gostos e comportamentos das pessoas” e um “protagonismo de alguns deputados e governantes que ninguém mandatou para reordenarem ou desordenarem a nossa civilização”.

Em resposta a estas críticas, André Silva começou por frisar que o que “está em causa é o fim desta atividade violenta na qual a sociedade dos dias de hoje já não se revê” e que não combate pessoas, mas sim "práticas e mentalidades".

“E muito me espanta que uma pessoa como Manuel Alegre, que tem uma vida dedicada ao humanismo, tenha posições destas e não consiga estender esse humanismo a outros seres”, afirmou o deputado do PAN, destacando que “ser humanista é ter esta dimensão holística” porque o “humanismo estende-se à empatia por outros seres sensíveis e sencientes”, como é o caso do touro.

André Silva considera também que a sociedade foi sofrendo evoluções ao longo dos séculos e, fruto dessa evolução, “hoje estamos numa sociedade diferente” daquela em que Manuel Alegre cresceu e viveu boa parte da sua vida.

Ainda assim, o deputado do PAN não tem reservas em afirmar que o poeta e histórico socialista “não está a acompanhar esta sociedade que tem outros valores e padrões e que pede mais inteligência e empatia”.

“A violência não pode ser cultura e a cultura de violência não pode continuar a ser salvaguardada e apoiada pelo Estado”, defende André Silva que garante que o setor tauromáquico é uma “indústria poderosa que sobrevive de balões de oxigénio do Estado com diversos apoios”.

“O que o PAN está a fazer, com desconforto para algumas pessoas que estão deslocadas no seu tempo é pedir para que se acabe com um dos setores mais violentos da nossa sociedade”, apontou, antes de rematar com os exemplos das lutas entre cães e da utilização de animais selvagens no circo, tradições que foram proibidas com o evoluir da sociedade.

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