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Carlos César sobre caso Tancos: "Agimos como e quando devíamos agir"

PS não se vai opor à comissão de inquérito ao caso do assalto a Tancos, proposta esta terça-feira pelo CDS. Em entrevista à RTP, Carlos César descarta responsabilidades políticas neste caso e assegura que "o Governo nunca desvalorizou".

Carlos César sobre caso Tancos: "Agimos como e quando devíamos agir"

"Todos estes acontecimentos de Tancos suscitam-nos grande perplexidade, desde logo, no local onde a segurança por definição é aquilo que mais devia pontuar, ter acontecido este aludido roubo", assume Carlos César, em entrevista à RTP3.

César admite que se tratou de uma falha de segurança "relevante" que a instituição militar "interiorizou de modo imediato", "tomando as medidas que devia tomar para assegurar segurança das suas instalações".

E reforça: "É preciso tornar claro que o Governo nunca desvalorizou estes acontecimentos. Pelo contrário, valorizou a investigação judicial, criminal que se desenvolveu a partir dessa data".

Confrontado com o facto de o ministro da Defesa ter chegado a dizer que tinha dúvidas que tivesse havido assalto em Tancos, o socialista atira que o importante "é entregar a investigação criminal ao que faz parte da investigação criminal e não fazer juízos antecipados daquilo que aconteceu ou terá acontecido".

"O inquérito foi entregue pelo Ministério Público à Polícia Judiciária, desenvolveu-se ao longo deste tempo, o próprio Presidente da República fez um alerta no sentido de essa investigação ser acelerada. Ela foi desenvolvida no seu âmbito próprio e começam a surgir algumas consequências dessa investigação", contextualiza, realçando que as instituições "não estão livres nem isentas de alguns dos seus titulares irem para além das suas obrigações, ficar aquém destas ou até atentarem contra a própria natureza das instituições que lideram".

"O que é importante é que haja um balança e intervenção de múltiplas instituições que assegure que o Estado de Direito e legalidade pontuam no nosso país", acrescenta. Carlos César sai ainda em defesa de Azeredo Lopes, descartando em absoluto consequências políticas resultantes do caso.

"O senhor ministro não é vigilante nem faz parte do corpo de segurança das instituições militares", vinca. "O que [o Governo] tem que garantir é exatamente o que fez. Verificada esta falha de segurança que deu origem a este roubo, inteirar-se de duas componentes: se o roubo não afectou questões relacionadas com a segurança interna - esse perigo foi afastado - e assegurar junto da instituição militar que, no âmbito da proteção das instalações militares, situações destas não poderiam ocorrer.

"E isso aconteceu. Essa foi a responsabilidade do Governo. O Governo fez o que tinha a fazer", reforça, admitindo que "evidentemente" a instituição militar e aqueles que tinham a responsabilidade de garantir o situações destas não tivessem acontecido, "falharam".

No que toca à comissão de inquérito, proposta esta terça-feira pelo CDS, no dia das detenções de altas patentes da PJM, Carlos César diz que o PS não se opõe à mesma, "sobretudo porque não deseja ser acusado de obstruir quaisquer investigações que devam ter lugar".

"O CDS acha que deve haver uma comissão de inquérito, pois haverá uma comissão de inquérito", declara, lembrando que a comissão de defesa nacional já tem reunido várias vezes com o senhor ministro e várias entidades envolvidas no caso.

"Se a PGR não entender que o trabalho de uma investigação a cargo de uma comissão de inquérito parlamentar prejudicará a investigação central - que é a que mais interessa - nós não temos nenhuma razão para nos opor a isso", posiciona-se o PS, voltando a referir: "A responsabilização política neste caso é para nós motivo de tranquilidade, porque agimos quando e como devíamos agir".

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