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Quem queria a recondução de Marques Vidal meteu "o rabo entre as pernas"

Francisco Louçã concorda com a substituição da procuradora-geral da República e diz que mais seis anos de mandato seria um “poder excessivo”.

Quem queria a recondução de Marques Vidal meteu "o rabo entre as pernas"
Notícias ao Minuto

23:37 - 21/09/18 por Natacha Nunes Costa 

Política Francisco Louçã

Francisco Louçã admitiu esta sexta-feira, no seu espaço de comentário semanal na SIC Notícias, que apesar de ter ficado surpreendido com a nomeação de Lucília Gago para o cargo de procuradora-geral da República, tudo indicava que Marques Vidal não iria continuar com a pasta.

“Fiquei surpreendido, mas a verdade é que, tanto o argumento do Governo como o do Presidente da República foram muitos consistentes. Marcelo Rebelo de Sousa tem defendido, desde que se pronunciou sobre isto, há 20 anos, que só haja um mandato e o Governo deu sinais nesse sentido e manteve essa posição”, começou por dizer o fundador do Bloco de Esquerda adiantando que a discussão sobre a continuidade de Marques Vidal “teve um aspeto muito negativo”.

“Joana Marques Vidal tem muito poder, poder mediático, público, um enorme poder institucional, um longo mandato de seis anos e, pela forma como exerceu as suas funções, em grandes casos muito importantes, reforçou esse poder. O problema é que ela deixou-se envolver, voluntária ou involuntariamente, numa forma de partidarização desta campanha que poderia ter ajudado a terminar, aliás devia tê-lo feito”, afirma o comentador.

Para Louçã, Marques Vidal devia ter dado “algum sinal” aos partidos de direita para a sua recondução não ser vista como um “debate político entre oposição de direita e o Governo”.

Contudo, segundo o antigo líder do BE, os partidos que criaram esta controvérsia e tentaram criar conflitos meteram “o rabo entre as pernas" depois do anúncio da decisão do Presidente da República.

“Em grande medida, houve aqui um cálculo de criação de conflito, mas esse cálculo desvaneceu-se com a decisão do Presidente da República. O objetivo era criar uma espécie de aprisionamento do mandado de Marques Vidal em relação de uma proximidade política, mas creio que é um debate que mete o rabo entre as pernas”, declarou.

Já quanto à sua opinião, Francisco Louçã admite que esta decisão foi a mais adequada porque mais um mandato seria dar a uma só pessoa “poder excessivo”.

“Não há nenhuma justificação razoável, na sociedade democrática moderna, para que haja tanto poder concentrado numa pessoa por tanto tempo. Seis anos é muito tempo, é mais tempo que o mandato do Presidente da República, que aliás só pode ser renovado uma vez”, concluiu.

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