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"Para onde vai a riqueza deste país, desta gente que trabalha tanto?"

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, reiterou hoje que o combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal são prioridades que se vão manter na agenda do partido.

"Para onde vai a riqueza deste país, desta gente que trabalha tanto?"
Notícias ao Minuto

23:29 - 19/05/18 por Lusa

Política Catarina Martins

"O Bloco vai manter na agenda, em todas as áreas, o combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal, porque é preciso seguir o rasto do dinheiro", afirmou a líder do BE, em Portimão, durante a sua intervenção no jantar comemorativo do 19.º aniversário do partido.

Para Catarina Martins, é essencial saber para onde foi o dinheiro, "porque sempre que alguém diz que não há dinheiro para tudo, é preciso perguntar, para onde é que foi o dinheiro num país onde se trabalha tanto e se tem tão baixos salários e pensões".

"Para onde vai a riqueza deste país, desta gente que trabalha tanto", questionou a líder bloquista, acrescentando que "não há combate ao crime económico, à corrupção e à evasão fiscal, sem seguir o rasto do dinheiro".

Perante uma plateia com mais de uma centena de pessoas, Catarina Martins defendeu o levantamento do sigilo bancário como um dos caminhos para combater o crime, lamentando que a "proposta só tenha sido aprovada depois de apresentada pela sétima vez pelo Bloco, no parlamento".

"Agora temos de fazer o trabalho na especialidade e Portugal vai ter uma lei que nos permita proteger o que é de todos", indicou Catarina Martins, lembrando que os "partidos têm de ser coerentes com o que já votaram na generalidade".

Para Catarina Martins, o levantamento do sigilo bancário "irá permitir saber, finalmente, quem são os devedores em incumprimento que põem em risco a banca e que obrigaram a dar tanto dinheiro ao sistema financeiro que faz tanta falta ao Estado social".

"Queremos saber qual foi o assalto ao país e quem o fez, para que não mais aconteça a este país o assalto sistemático a que temos assistido e que o fisco possa ter acesso a contas bancárias quando precisa de verificar os dados dos impostos para seguir o rasto do dinheiro", concluiu.

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