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Como ganhar guerra contra as drogas? Exemplo luso é elogiado no NY Times

“Não é um milagre nem uma solução perfeita”. Mas é um exemplo que salva vidas, escreve jornalista do New York Times.

Como ganhar guerra contra as drogas? Exemplo luso é elogiado no NY Times
Notícias ao Minuto

09:45 - 26/09/17 por Pedro Filipe Pina

País Nicholas Kristof

A descriminalização do consumo de drogas e a aposta no tratamento e não no encarceramento obtiveram resultados positivos que não escaparam a olhares estrangeiros.

Desta vez, é o jornalista Nicholas Kristof, num artigo para o New York Times, que realça que as alterações legislativas e de políticas levadas a cabo nesta matéria em Portugal não são apenas compassivas. “São também eficazes”.

Escreve Nicholas Kristof que o tem para ele é pessoal, devido ao impacto que o consumo de drogas teve na sua terra natal, em Oregon. E que foi também por isso que esteve em Portugal para conhecer melhor o fenómeno.

Realçando os números que mostram a contínua descida de mortes por overdose, Nicholas Kristof realça que há poucas décadas Portugal e Estados Unidos apresentavam problemas semelhantes. Mas seguiram políticas “diametralmente opostas” na resposta ao problema.

No seu país, ao contrário do que se fez em Portugal, as autoridades apostaram numa política mais “vigorosa”, investindo milhares de milhões de dólares para “encarcerar toxicodependentes”. Já Portugal apostou não só em alterações à lei mas também na criação de programas de recuperação a toxicodependentes, com ajuda profissional.

E os resultados impressionam: se os EUA conseguissem as atuais taxas de mortalidade resultantes das drogas que Portugal tem, os norte-americanos conseguiriam salvar tantas vidas “como as que agora se perdem por armas ou acidentes rodoviários em conjunto”

“A lição que Portugal oferece ao mundo é que, embora não se consiga erradicar a heroína, é possível salvar vidas de toxicodependentes – isto se estivermos dispostos a tratá-los não como criminosos, mas como seres humanos doentes e em sofrimento, que precisam de mãos que ajudem e não algemas”, lê-se no New York Times.

Ainda sobre esta matéria, o autor aproveitou também a sua página pessoal no Facebook para responder a dúvidas de leitores norte-americanos sobre o caso português.

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