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Consumo de calorias faz aumentar progresso da malária, segundo estudo

O consumo de calorias faz aumentar a virulência do parasita da malária, descobriram investigadores liderados por Maria Manuel Mota, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa num estudo publicado hoje.

Consumo de calorias faz aumentar progresso da malária, segundo estudo
Notícias ao Minuto

06:31 - 05/07/17 por Lusa

País Carreira

"O que o nosso trabalho mostra é que, dependendo do número de calorias que ingerimos, mais do que a qualidade da dieta, a quantidade de elementos, tem a capacidade de influenciar a virulência do parasita", que se reproduz mais quando o hospedeiro come mais calorias.

A conclusão é que a probabilidade de morrer é menor se se consumir menor quantidade de nutrientes.

A equipa de Maria Manuel Mota, conseguiu descobrir qual é a molécula que funciona como "sensor" para o parasita e lhe permite conhecer o estado nutricional do hospedeiro.

O objetivo último será conseguir produzir fármacos que atuem sobre a molécula e consigam uma versão "atenuada" da doença.

Maria Manuel Mota afirmou ainda que outros parasitas como o tripanossoma, responsável pela doença do sono em África e a doença das chagas no Brasil, tem o mesmo tipo de sistema que o da malária.

O Plasmodium falciparum, o parasita que provoca o tipo mais grave de malária, mata uma criança a cada minuto que passa e, embora a maior parte das pessoas sobreviva, há 200 milhões de novas infeções anualmente.

O parasita da malária divide-se dentro dos glóbulos vermelhos do sangue e, como há uma "alarmante tendência global de obesidade, inclusivamente em regiões endémicas de malária", como África, o estudo vem alterar a visão sobre "a dinâmica de uma infeção de malária", segundo a investigadora.

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