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Pereira Cristóvão condenado a quatro anos e seis meses de prisão

Antigo vice-presidente do Sporting foi ainda absolvido dos crimes de burla e de branqueamento de capitais.

Pereira Cristóvão condenado a quatro anos e seis meses de prisão

No âmbito do caso Cardinal, Paulo Pereira Cristóvão foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa, avança a SIC Notícias.

O antigo vice-presidente do Sporting foi absolvido dos crimes de burla e de branqueamento de capitais mas condenado por dois crimes de peculato, por uso indevido de dinheiro e bens do clube de Alvalade.

Pereira Cristovão foi também condenado por denúncia caluniosa agravada ao árbitro José Cardinal. Estando obrigado a pagar-lhe uma indemnização de 40.000 euros, por danos não patrimoniais.

O antigo vice-presidente do Sporting foi ainda condenado ao pagamento de indemnizações de 500 euros a cada um dos 35 árbitros que se constituíram assistentes no processo, o que perfaz um total de 17.500 euros.

O tribunal considerou como provados dois crimes de peculato, um de acesso ilegítimo e um de denúncia caluniosa.

O Sporting Clube de Portugal foi absolvido de qualquer envolvimento na tentativa de suborno ao antigo árbitro.

O outro arguido no processo, Vítor Viegas, um colaborador próximo de Paulo Pereira Cristóvão, foi absolvido de todos os crimes que estava acusado.

Nas alegações finais, a 25 de janeiro, Paulo Farinha Alves, o advogado do antigo vice-presidente do Sporting, pediu a absolvição de todos os crimes.

Na parte do processo que deu nome ao caso e que se relaciona com um depósito de 2.000 euros na conta do árbitro assistente José Cardinal, para posteriormente o acusar de suborno, o advogado Paulo Farinha Alves entendia que o seu cliente devia ser ilibado.

De acordo com a acusação, Paulo Pereira Cristóvão terá pedido ao seu colaborador Rui Martins para ir ao Funchal efetuar um depósito de 2.000 euros na conta de Cardinal, para posteriormente o acusar de ter sido subornado antes de um jogo entre o Sporting e o Marítimo.

Paulo Pereira Cristóvão era também acusado de ter criado uma lista com dados pessoais de árbitros, 35 dos quais reclamaram o pagamento de indemnizações cíveis, por se sentirem intimidados com a divulgação da mesma, tendo o antigo dirigente sido condenado então ao pagamento de 500 euros a cada um, num total de 17.500 euros.

O Sporting, que foi testemunha no processo, garantiu ter dado imediato conhecimento à Federação Portuguesa de Futebol, da receção de uma carta que denunciava um alegado suborno ao árbitro assistente que deveria ter integrado a equipa de arbitragem de um jogo entre os 'leões' e o Marítimo.

Em tribunal, Godinho Lopes, à data presidente do clube, reconheceu que sabia que era feita vigilância aos jogadores, admitindo ter sido "demasiado 'naif'" em certos aspetos, nomeadamente na delegação de competências em Paulo Pereira Cristóvão.

Durante parte do julgamento, Paulo Pereira Cristóvão esteve detido no estabelecimento prisional de Évora desde 03 de março no âmbito de um outro processo.

A medida de coação foi entretanto alterada para obrigação de permanência na residência com pulseira eletrónica.

À saída do tribunal, o advogado de Paulo Pereira Cristóvão disse “respeitar muito os tribunais, que fazem uma análise ponderada e detalhada relativamente ao facto e à prova”.

Apesar da insistência dos jornalistas, Paulo Farinha Alves não deixou claro se irá recorrer da sentença, dizendo mesmo que os advogados não têm de recorrer de todas as decisões.

“A ponderação de prova torna difícil, senão impossível, a apresentação de recurso”, afirmou o causídico, que criticou o tribunal por “concentrar a ilicitude nas pessoas que se centra em frente ao juiz”, enquanto outros (como Rui Martins) passam de arguidos a testemunhas chave.

[Notícia atualizada às 16h29]

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